Ex-rival acusa Jon Jones de estar fazendo ‘jogos mentais’ com Tom Aspinall

Jon Jones e Tom Aspinall são campeões pesos pesados do UFC (Foto: Montagem/SUPER LUTAS)

A novela entre o possível confronto de unificação do título dos pesos pesados (até 120,2kg.) do UFC entre o campeão linear, Jon Jones, e o campeão interino, Tom Aspinall, está perto de completar seis meses sem uma definição. O presidente da organização, Dana White, garantiu ‘100%’ que o embate entre a dupla aconteceria em 2025, mas tudo o que os fãs assistiram até agora foi uma enxurrada de provocações feitas pelo nocauteador britânico sendo esquivadas por ‘Bones’.

Mas um homem que conhece muito bem Jones acredita que, na verdade, o GOAT do UFC não está evitando Aspinall, mas sim fazendo uma espécie de ‘jogo mental’ com o britânico. Recém-aposentado do octógono, o ex-lutador meio-pesado (até 93kg.) Anthony Smith, que já foi rival de ‘Bones’, afirmou que o nova-iorquino é um mestre da manipulação e que toda essa espera já faz parte de sua estratégia.

“Tenho muito amor e respeito por Tom Aspinall, mas se eu fosse Tom, provavelmente ficaria um pouco mais quieto. Acho que ele está cutucando, cutucando e tentando atacar um pouco o ego de Jon, e forçar Jon a entrar nessa competição de ego onde Jon diz: ‘Não tenho medo de você! Quero lutar agora!’ Jon não vai fazer isso. Jon Jones, em cada parte de sua vida, tem que estar no controle. Jon é um mestre da manipulação e é um mestre nos jogos mentais que estão por trás deste esporte. Ele faz isso há tantos anos, contra os melhores caras do mundo”, disse Smith no ‘UFC Live’.

Smith já tentou tirar o título de Jones quando ele era campeão dos meio-pesados, no UFC 235, em março de 2019. ‘Coração de Leão’ resistiu a cinco rounds intensos contra ‘Bones’, mas acabou derrotado na decisão unânime dos juízes. Como já passou pela experiência de encarar o GOAT da organização, o agora lutador aposentado aconselha Tom Aspinall a segurar um pouco mais o ‘trash talk’.

“Então eu entendo que Tom Aspinall tem essa mentalidade de lutador, que quer dizer: ‘Eu sou melhor que você, e você acha que é melhor que eu, então vou continuar atacando isso’. Jon não se importa com nada disso. A pessoa que menos se importa em cada negociação vence. Jon Jones não se importa com o que Tom Aspinall quer e, na verdade, quer fazer o oposto do que Tom Aspinall quer. Se Jon e Tom querem exatamente a mesma coisa, então Jon não quer mais. É assim que Jon vai operar. É uma das coisas mais exaustivas com que já tive que lidar, e tenho que respeitar isso. Jon é mestre em esgotar as pessoas emocional e mentalmente, e você já pode ver isso no Tom Aspinall. Ele está começando a ficar cansado”, afirmou Smith.

Coração de Leão

Anthony Smith se aposentou do UFC no mês passado. Foto: Reprodução/Instagram @ufc

Um dos atletas mais conhecidos e respeitados da última década, Anthony Smith subiu ao octógono pela última vez na luta co-principal do UFC Kansas City, no mês passado. A despedida não saiu como ele planejou e o que se viu foi um massacre do chinês Zhang Mingyang, que nocauteou o norte-americano ainda no primeiro round após receber fortes cotoveladas no chão.

Profissional desde 2008, Anthony Smith iniciou sua carreira competindo no circuito nacional dos Estados Unidos. Após viver uma séria amarga de quatro derrotas seguidas entre 2009 e 2010, o Coração de Leão voltou à coluna vitoriosa e fez a estreia no Strikeforce em 2011. Dois anos depois, ele subiu ao octógono mais famoso do mundo pela primeira vez, tendo como adversário o brasileiro Antônio Braga Neto.

A vitória não veio naquela ocasião, o que acabou fazendo com que ele fosse demitido. No entanto, aos poucos o norte-americano cresceu no maior evento de MMA do mundo e após lutar em eventos menores entre 2013 e 2016, ele teve a oportunidade de retornar ao Ultimate. Após mudar de categoria e subir aos meio-pesados, o lutador teve seu auge ao enfrentar Jon Jones pelo cinturão. Apesar de ter sido dominado, Smith teve a chance de se tornar campeão após ser atingido com uma joelhada ilegal de Bones. No entanto, ele retornou ao combate e foi superado por decisão unânime.

Sua carreira viveu momentos difíceis a partir de 2022. Ele conquistou apenas duas vitórias em seis lutas, sendo parado em boa parte desses combates. Diante disso, o lutador anunciou a intenção de se aposentar pouco após o anúncio do combate com Mingyang.

 

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