
O Exército de Israel fez disparos contra uma delegação de diplomatas em viagem oficial à Cisjordânia nesta quarta-feira, em um incidente que provocou uma reação diplomática de algumas dos principais países da Europa. Os militares afirmaram ter feito tiros de advertência após a delegação se desviar de uma rota pré-aprovada na cidade de Jenin, um ponto crítico no território palestino mais a norte, e lamentaram pelo “inconveniente”. Ninguém ficou ferido.
“A delegação desviou-se da rota aprovada e entrou em uma área onde não estava autorizada a entrar. Soldados que operavam na área dispararam tiros de advertência”, afirmou o Exército israelense em um comunicado, em que também acrescentou “lamentar o inconveniente causado”.
O caso provocou uma condenação rápida de alguns países europeus. O chanceler italiano, Antonio Tajani, criticou os disparos e solicitou a Israel que “esclareça imediatamente”.
“Pedimos ao governo de Israel que esclareça imediatamente o ocorrido. Ameaças contra diplomatas são inaceitáveis”, escreveu Tajani em uma publicação na rede social X, acrescentando que um dos diplomatas era italiano e estava “bem”.
Fontes diplomáticas da Espanha também confirmaram que um representante do país estava no grupo, e condenaram os disparos feitos pelos militares israelenses.
— Havia um espanhol no grupo de diplomatas que passa bem. Estamos em contato com outros países afetados para coordenarmos conjuntamente uma resposta ao ocorrido, o que condenamos veementemente — disseram fontes ouvidas pela AFP.
A Autoridade Palestina condenou “o crime hediondo cometido pelas forças de ocupação israelenses”, falando de uma ação “deliberada” e com “fogo real” contra uma delegação diplomática credenciada no Estado da Palestina.
O Exército israelense abriu um inquérito para investigar o caso, e uma autoridade militar na divisão em atuação na Cisjordânia se colocou a disposição para conversar com os representantes diplomáticos, segundo o jornal Times of Israel.
*matéria em atualização