
Enquanto aumenta sua aposta em modelos elétricos e híbridos em outras partes do mundo, o grupo Stellantis, responsável por marcas como Fiat, Jeep e Peugeot, só para citar algumas, parece enxergar um caminho diferente para os EUA. Por lá, o conglomerado encerrou na virada do ano boa parte de seus modelos PHEV – híbridos plug-in -, incluindo um bem conhecido do mercado brasileiro.
Segundo o site The Drive, foram encerradas as linhas de produção da minivan Chrysler Pacifica, do Wrangler e do Grand Cherokee em suas versões híbridas do tipo plug-in. A ideia do grupo, segundo porta-voz, é que as marcas irão ”se concentrar em soluções elétricas mais competitivas, o que inclui híbridos plenos (HEV) e os com autonomia estendida (EREVs), que atendem melhor às necessidades dos clientes.”
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Além deles, outro na fila da aposentadoria é o Dodge Hornet PHEV, uma versão feita para o mercado norte-americano do Alfa Romeo Tonale. Atualmente o SUV está com suas importações suspensas graças ao tarifaço imposto por Donald Trump aos importados, no ano passado. Segundo fontes internas, é bem improvável que ele retorne a ser oferecido por lá.
Mesmo com as declarações de que as vendas seriam insatisfatórias, os números divulgados tanto pela Jeep no ano passado não podem ser chamados de ruins. Nenhum deles aparece nos relatórios de vendas do ano inteiro, mas aparecem no do terceiro trimestre comercial do ano. Nesse momento, o Wrangler 4xe foi o híbrido plug-in mais vendido nos Estados Unidos , com o Grand Cherokee conquistando o terceiro lugar.
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Fonte: Jeep
Apesar do fim dos modelos, o grupo Stellantis vai apostar em outros modelos híbridos menos complexos, caso do novo Cherokee. O SUV grande, que foi mostrado durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo do ano passado, ocupará esse papel.
Ele combina um motor turbo de 1,6 litro de quatro cilindros com uma transmissão continuamente variável e dois elétricos. O sistema elétrico, por sua vez, é alimentado por uma pequena bateria de 1,08 kWh que é recarregada pelo motor a combustão e pela frenagem regenerativa.
O sistema produz 213 cv cavalos de potência e 31,8 kgfm de torque. A Jeep afirma que o Cherokee oferecerá mais de 800 km de alcance, podendo ainda entregar um consumo 15,7 km/l em uso combinado entre cidade e estrada. A Jeep declara que este o SUV acelerará de 0 a 96 km/h (0 a 60 mi/h) em 8,3 segundos.
Foto de: Jeep
Por aqui, a Jeep também planeja expandir sua linha de híbridos para a gama nacional. Entretanto, a aposta será um pouco diferente, já que cobrirá, ao menos inicialmente, apenas os modelos do tipo leve. Eles serão um pouco mais sofisticados do que o de 12v disponível hoje na Fiat e na Peugeot, mas não terão capacidade de tracionar o carro.
Esse sistema deve estrear com a reestilização do Jeep Renegade, já visto em testes. Essa tecnologia deve aparecer também, em um segundo momento, nos irmãos maiores Compass e Commander com propulsor 1.3 T270.
Fica a dúvida do que ocorrerá com o Grand Cherokee por aqui. Hoje, ele é vendido apenas na configuração 4xe, que possui motor 2.0 turbo a gasolina associado com um propulsor elétrico no eixo traseiro, gerando tração integral. A potência combinada é de 380 cv e o torque de 64,9 kgfm. As baterias tem 17 kWh de capacidade e garantem 29 km de autonomia apenas no modo EV. Ele é vendido por R$ 549.990 e é importado dos EUA.