
Nesta edição do Semana Motor1.com Brasil, a Volkswagen concentrou boa parte do noticiário com anúncios estratégicos que ajudam a desenhar o futuro da marca no País. A alemã confirmou o nome da nova picape intermediária que substituirá a Saveiro e também trouxe informações oficiais sobre a nova geração do Tiguan, que estreia em março.
Fora da VW, a semana também foi marcada por movimentos importantes da Jeep, que reorganiza sua estratégia de eletrificação no Brasil, e pelo desempenho do mercado em janeiro, com a Fiat Strada abrindo larga vantagem na liderança e a Volkswagen dominando o top 5 dos mais vendidos.
A Volkswagen confirmou que Tukan será o nome da nova picape médio-compacta que substituirá a Saveiro e ocupará um espaço inédito na gama da marca no Brasil. O modelo, derivado do conceito Tarok, chega até 2027 com a missão de enfrentar diretamente Fiat Toro, Ford Maverick, Ram Rampage e a futura Renault Niagara. O projeto foi totalmente desenvolvido no Brasil e apresentado de forma simbólica durante um evento que marcou o retorno do patrocínio da VW à CBF.
Protótipos da picape seguem rodando com carroceria encurtada do Tiguan Allspace, prática comum nesta fase de desenvolvimento. Os flagras indicam suspensão traseira com eixo rígido e feixe de molas, solução diferente da adotada pela Toro. A expectativa é que o modelo utilize a base do atual T-Cross, com motor 1.4 turbo, havendo ainda a possibilidade de uma versão mais simples com motor 1.6 aspirado voltada ao uso comercial correndo por fora como opção. A produção já está confirmada para São José dos Pinhais (PR).
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Fonte: Motor1 Argentina
A Volkswagen confirmou oficialmente que a terceira geração do Tiguan chega ao Brasil em março. Construído sobre a plataforma MQB Evo, o SUV passará a ser um modelo global, o que significa o fim da versão de sete lugares no mercado brasileiro. Inicialmente, o Tiguan será oferecido apenas com cinco lugares, alinhando-se ao que já é vendido em outros mercados da América Latina.
A principal dúvida segue sendo a motorização. Em países como Argentina e México, o Tiguan utiliza o 1.4 TSI de 150 cv com câmbio DSG de seis marchas. Já nos EUA, o SUV é equipado com o 2.0 TSI, que entrega até 272 cv na versão com tração integral. Lojistas consultados pelo Motor1.com Brasil torcem pela vinda do motor 2.0, projetando preços a partir de cerca de R$ 315 mil, valor próximo ao do atual Tiguan Allspace R-Line.
Embora o Tiguan conte com versões MHEV e PHEV na Europa, a expectativa da rede é de que, ao menos neste primeiro momento, o SUV chegue ao Brasil sem eletrificação. As opções híbridas utilizam motor 1.5 turbo, com sistemas de 48V no MHEV e baterias de 19,7 kWh no PHEV, que garantem até 120 km de autonomia elétrica, mas ainda não há confirmação de sua adoção por aqui.
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A Jeep confirmou o fim das vendas do Grand Cherokee 4xe no Brasil, movimento que acompanha a saída de linha do modelo também nos EUA. A decisão reforça a mudança de estratégia da marca, que passa a priorizar híbridos mais simples e de produção regional. O alto preço do Grand Cherokee e do Compass 4xe dificultou a competitividade frente a rivais eletrificados chineses.
No Brasil, a eletrificação da Jeep começará pelos híbridos leves, com sistema de 48 volts mais sofisticado do que o já usado pela Stellantis em modelos Fiat e Peugeot. A estreia deve ocorrer com a reestilização do Renegade, seguida por Compass e Commander. O Avenger, por sua vez, utilizará o sistema 12V já conhecido do grupo.
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Fonte: Motor1.com
O mercado brasileiro abriu 2026 com a Fiat Strada liderando com folga, somando 10.541 unidades em janeiro. A Volkswagen dominou o top 5, com T-Cross, Polo e Tera entre os mais vendidos. O Chevrolet Onix ficou logo atrás, enquanto o Tracker perdeu posições nos últimos dias do mês.
Entre os destaques, a Toyota Hilux iniciou o ano no top 10, o Jeep Compass manteve a liderança entre SUVs médios e o VW Taos, já reestilizado, registrou 1.225 emplacamentos. Chamou atenção ainda o retorno da Renault Oroch ao top 50, movimento pouco comum nos últimos meses.