
Prevista para 2027, a nova geração da picape Amarok aposentará a atual antes do que o esperado. Segundo o site argentino AutoBlog, o modelo atual, feito em Pacheco, deixará o mercado antes do fim do ano, abrindo espaço para que o complexo seja atualizado para a nova geração.
A nova geração foi anunciada em abril do ano passado, apenas meses depois da última reestilização da Amarok vendida por aqui desde 2010. Ao contrário dos mercados europeus, que receberam um modelo novo baseado na Ford Ranger – em um acordo que lembra muito a Autolatina – os mercados latinos contarão com uma versão da marca alemã da picape chinesa Maxus Interstellar X, maior e mais tecnológica do que a primeira geração, mas com construção bem diferente.
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Fonte: Falando de Carro
Para começar, a nova Amarok deixará de lado o motor V6 vindo da Audi em favor de uma motorização híbrida – única confirmada até o momento e que não se sabe de qual tipo. Ela pode ser acompanhada de outros propulsores já presentes na Maxus, como um 100% elétrico. Ela também terá estrutura diferente, com uma espécie de ”semi-monobloco”, que conta com carroceria integrada à caçamba, mas mantendo um chassi tradicional por baixo.
Nos testes mais recentes, a picape foi vista testando dois tipos diferentes de suspensão traseira. Ou seja, tanto com eixo rígido atrás, como nas picapes médias tradicionais, como também com sistema do tipo independente, mais próximo do encontrado em modelos médio-compactos, como Ford Maverick e Fiat Toro.
SAIC Maxus Interstellar X
Foto de: SAIC
Por enquanto, as unidades flagradas ainda contam com o mesmo visual da chinesa SAIC Interstellar X, que será a inspiração principal da nova Amarok. Caso o visual da versão final se mantenha próximo ao da Maxus Interstellar X, a nova Amarok poderá repetir a estratégia já adotada pela Fiat com a Titano, cujo design é praticamente idêntico ao de sua equivalente chinesa, além da versão vendida pela Peugeot.
Segundo a alemã, a parceria torna o desenvolvimento menos oneroso e abre um leque de possibilidades no campo da eletrificação, já que a picape chinesa foi projetada para receber motores a gasolina, híbridos e até mesmo 100% elétricos.
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Fonte: Motor1 Brasil
Desde que estreou, em agosto de 2024, o último facelift da Amarok se tornou figurinha rara tanto nas revendas da marca quanto nas ruas. Em partes, a falta da picape se originou da demora para adaptá-la ao Arla32 e às novas regras de emissões vigentes desde janeiro de 2025.
Ela segue com os 258 cv e 59,1 kgfm de torque, mas esse sistema é injetado para reduzir os gases nocivos e atender às normas que o país exige na homologação. A transmissão segue com câmbio automático de 8 marchas e sistema de tração integral automática nas três versões.
A última atualização da picape foi a inclusão da série especial Barretos 70, que chegou durante as comemorações da tradicional festa com estoque limitado de 200 unidades. A versão parte da Extreme e adiciona capota marítima, amortecedor na tampa da caçamba, tapetes de borracha e plaqueta numerada ao lado da alavanca de câmbio.
A linha 2026 também adicionou a cor Cinza Moonstone, originária do Nivus. Hoje, os interessados na picape que ainda a encontrarem em uma concessionária da marca terão a disposição três versões: a Comfortline, por R$ 354.990, a intermediária Highline, que custa R$ 371.990 e a topo de linha, Extreme, que chega aos R$ 395.990. Os valores não contam com o adicional de opcionais.