Mercedes-Benz Sprinter 2026 com câmbio automático

A linha 2026 da Mercedes-Benz Sprinter finalmente atende a um pedido antigo do mercado brasileiro: o câmbio automático. O modelo multiproposta, que já domina as estradas europeias e americanas com essa configuração, desembarca no Brasil trazendo o já conhecido câmbio 9G-TRONIC, o mesmo câmbio que estreou por aqui no E350 em 2013.

Além da melhoria mecânica, quem ganha mais são os motoristas e passageiros. O câmbio automático, além de entregar mais conforto aos ocupantes com trocas suaves e praticamente imperceptíveis, tem como pontos fortes a ergonomia para o motorista e a durabilidade. Ergonomia por eliminar o cansaço da perna esquerda e do braço direito após um dia inteiro de “anda e para” no trânsito urbano ou ter de dosar a embreagem em saídas quando carregado ou em subidas.

Durabilidade, pois não se corre mais o risco de queimar a embreagem nas saídas principalmente quando carregada. E por ser câmbio automático, quem faz essa vez aqui é o conversor de torque hidráulico. Portanto, menos trocas de embreagem por esforço ou stress de uso. E por ser um câmbio já utilizado anteriormente pela marca, terá bastante peças de reposição e mão de obra qualificada mesmo fora da garantia e da concessionária. O câmbio é fabricado na Alemanha e a Sprinter automática será produzida na Argentina.

Como a grande estrela aqui é a transmissão de nove marchas, ao primeiro contato, a suavidade é o que mais impressiona. Por ter nove marchas, a faixa de torque tem menor amplitude e o escalonamento é curto nas primeiras marchas e mais longo nas marchas mais altas, o que garante arrancadas vigorosas mesmo com a van carregada e giro mais baixo em velocidades de cruzeiro, ficando mais econômica.

Conta com a opção de troca por borboletas no volante, o que ajuda muito em descidas de serra, para utilizar o freio motor. Falando nele, o motor segue sendo o tradicional 2.0 turbodiesel de 170 cv e 40,8 kgfm de torque, tanto nas configurações furgão quanto nas de passageiros.

Tudo isso garante um rodar realmente suave e sem trancos. Andamos na versão furgão e na versão de passageiros de rodagem simples, a mais comum no Brasil. A primeira sensação é que será um veículo difícil de dirigir pelo seu porte e tamanho, mas ao volante, a realidade é outra. A evolução é perceptível. O suporte de braço, agora item de fábrica em toda a linha automática, ajuda ainda mais na ergonomia e conforto do motorista.

A sensação é de realmente estar em um Mercedes-Benz grande. Fácil de dirigir e com comportamento dócil, mesmo em um autódromo com diversos obstáculos como slalom curto, frenagens de emergência e até uma saída na grama para testar o controle de estabilidade e ABS. E tudo está sempre sob controle. 



Mercedes-Benz Sprinter ganha câmbio automático

Foto de: Motor1 Brasil

Por dentro, a Sprinter continua sendo a referência de ergonomia no segmento. O sistema MBUX com tela touch e espelhamento de smartphone segue presente, mas agora o console central ganha um aspecto mais “limpo” sem a alavanca de câmbio física, já que a seleção de marchas é feita pela clássica haste na coluna de direção (Direct Select).

Conta também com câmera de ré no topo do porta malas para melhor visualização, keyless start, volante multifuncional, piloto automático, Auto Hold, ABS, sensor de chuva, controle de tração e estabilidade. Isso tudo faz parte do conceito Car Like que a marca implementou em suas vans, para deixa-las com o sentimento de estar em um carro com as mesmas facilidades, seja a trabalho, seja a lazer, como em um motorhome por exemplo.

Para as configurações de passageiros, a Sprinter traz bancos confortáveis e reclináveis, com portas USB-C espalhadas pela cabine e um maleiro com luzes de leitura no teto para malas de mão. Eu, com meu 1,90 de altura, consegui ficar de pé e transitar confortavelmente na cabine de passageiros. A distribuição do ar condicionado é eficaz por toda a van.

O custo de aquisição é cerca de 5% maior que a versão manual, partindo de R$ 274.300 na chassi cabine e podendo chegar a R$ 500.000 na de passageiros topo de linha. Apesar do custo maior no câmbio automático, a marca aposta na redução do TCO (Custo Total de Operação) devido à menor manutenção de embreagem e maior previsibilidade de condução. A garantia é de 2 anos, com intervalo de revisões de 30.000 km para a versão 317 e 20.000 km para as versões 417 e 517, sendo que as 2 primeiras revisões são gratuitas nos 170 postos de atendimento espalhados pelo Brasil.

A Mercedes-Benz espera que cerca de 35% das vendas de Sprinter sejam compostas pela opção com câmbio automático, com expectativa 41.700 unidades no total em 2026, mantendo assim a Sprinter como uma das vans mais vendidas do mercado brasileiro.

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