
Em assembleia geral nesta terça-feira (10) do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do DF (Sindsasc), os trabalhadores da carreira pública de desenvolvimento e assistência social do Distrito Federal decidiram entrar em greve. A votação só não foi unânime porque houve uma abstenção.
Segundo o presidente do sindicato, Clayton Avelar, a categoria se mobiliza desde o ano passado em torno de uma pauta de reivindicações com 19 itens. Entre as principais demandas estão a valorização da carreira, mudanças na jornada de trabalho e melhorias nas condições para execução das políticas públicas de assistência social no DF. A pauta inclui ainda a realização de concurso público para reforçar o quadro de servidores. Atualmente, a categoria é composta por cerca de 1.900 servidores na ativa.
De acordo com a diretora-geral do sindicato Natalícia Tanabe foram feitas reuniões com órgãos do governo para encontrar um consenso, mas não obtiveram nenhuma reposta. “O governo não nos apresenta uma proposta. Já discutimos, apresentamos as retificações, estamos super abertos a contrapropostas, ao diálogo, mas o governo está fechado para diálogo”, disse.
O sindicato afirma que o impacto financeiro das reivindicações é pequeno em relação ao orçamento do Distrito Federal. De acordo com a entidade, as medidas representariam cerca de 0,2% da Receita Corrente Líquida do governo.
Durante a assembleia foi formado um comando de greve que definirá as próximas ações do movimento paredista a partir desta quarta-feira (11). “Preservaremos o efetivo mínimo de 30% nas unidades de funcionamento 24h, assim como serviços considerados essenciais”, diz comunicado da categoria, após a assembleia.
Um dos encaminhamentos debatidos durante a reunião foi o acionamento do Ministério Público para mediar as negociações com o governo. A deputada federal Érika Kokay (PT-DF), que compareceu à assembleia, se comprometeu em buscar o órgão. A parlamentar também disse que vai acionar o Ministério do Desenvolvimento Social.
“Nós estamos aqui, ainda estamos aqui, continuaremos aqui para apoiar a luta de vocês, qualquer que seja a decisão e vocês venham a tomar na assembleia. Nós vamos estar juntos, porque nós sabemos que essa carreira é fundamental para o povo do Distrito Federal, para cidadania, para a democracia, para liberdade e para os direitos”, declarou.
A próxima assembleia da categoria ficou definida para o dia 18 de março.
A carreira de desenvolvimento e assistência social atua diretamente na implementação de políticas públicas em áreas como assistência social, proteção às mulheres, defesa dos direitos humanos, promoção da igualdade racial, atendimento a pessoas com deficiência e políticas voltadas para crianças e adolescentes em vulnerabilidade social.
Segundo o presidente sindical, sem a valorização da carreira, a execução dessas políticas pode ficar comprometida. “Somos uma categoria com enorme tradição de luta. O governo sabe disso. Se tiver compromisso com o bom funcionamento da assistência social no DF, vai ter de negociar conosco”, concluiu o presidente do Sindsasc.
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