Volkswagen nega fim do motor de três cilindros; entenda

Desde meados da década passada, a Volkswagen apostou forte suas fichas em uma família de motores de três cilindros e cilindrada pequena no lugar de motores maiores e aspirados. E o mais onipresente deles, sem dúvidas, é o 1.0 MPi e o 1.0 TSI.

Os dois propulsores, que surgiram por aqui no lançamento do Up!, em 2014, acabaram chegando a todas as famílias de carros feitos pela marca na região, desde o Gol até o Golf de sétima geração. Ele também continua firme e forte em toda a linha MQB atual feita no Brasil, caso de Polo, Tera, Nivus, Virtus e T-Cross. Mas alguns rumores recentes apontaram que o pequeno motor de três cilindros poderia estar com seus dias contados.

Em declaração recente ao Motor1.com, o chefe de Comunicação de Produto da alemã, Stefan Voswinkel, esclareceu que a VW não vai abandonar o motor EA 211 de três cilindros em linha. O que houve, na verdade, foi uma interrupção no desenvolvimento de melhorias para ele no momento em que as normas mais rígidas de poluentes do mercado europeu, o Euro 7, foi publicado no ano de 2024.

Bem mais rígido do que as regras vigentes até então, a nova norma seria responsável por dificultar cada vez mais a vida das montadoras que ainda utilizam propulsores a combustão, visto que a ideia original da União Europeia era que, já em 2030, o bloco contasse apenas com elétricos e outros veículos zero emissões. Pouco depois, no entanto, o bloco aprovou uma legislação mais branda, estendendo a vida útil do propulsor.

‘Devido aos requisitos muito apertados nos rascunhos iniciais da nova regulamentação EU7, decidimos primeiro interromper o desenvolvimento EU7 do TSI de três cilindros 1.0. Quanto à versão final da legislação EU7, estamos analisando, de fato, se faz sentido usar esse motor em carros menores (como o Polo ou o T-Cross) para alguns mercados europeus.’

Mesmo que o motor ainda continue, é fato que a marca vem repensando sua estratégia para ele em modelos médios. Por vários anos, versões de entrada de VW Golf, Skoda Octavia, SEAT Leon e até do mais sofisticado Audi A3 foram oferecidas com o propulsor 1.0 TSI. Hoje, ele está somente em modelos menores, como o VW Polo, Skoda Fabia, Seta Ibiza e o Audi A1, que está perto de sair de linha.

Nesses modelos maiores, o Grupo VW substituiu o três-cilindros por uma versão amansada do motor 1.5 TSI, evolução do 1.4 utilizado no Brasil. Com quatro cilindros, entrega 84 kW (114 cv). Subindo para uma calibração mais forte, são 109 kW (148 cv). Já nas versões mais caras desses carros, como se sabe, o grupo alemão usa o 2.0 EA888 em diferentes acertos, chegando a 242 kW (329 cv) no Golf R.

No Brasil, 1.0 TSI pode virar MHEV

Enquanto o mercado europeu discute se os motores a combustão sobreviverão depois da virada da década, no mercado local não há qualquer sinal de aposentadoria no médio prazo. Onipresente em quase toda a linha, os atuais propulsores MPI e TSI de três cilindros continuam sendo parte importante de todo o portfólio da Volkswagen no país. 

Não só por serem menores e com menos peças, mas também por se encaixarem no sistema de tributação menor dado aos propulsores de até 1.000 cc. No futuro, entretanto, as regras mais rígidas do Proconve podem fazer com que ele ganhe eletrificação do tipo leve, tal como a Fiat faz com o 1.0 T200 em sua linha. 

0 Votes: 0 Upvotes, 0 Downvotes (0 Points)

Leave a reply

Loading Next Post...
Seguir
Sign In/Sign Up Sidebar Search
COLUNISTAS
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...