Amarok 800 TSI, novos BYD, Sonic e mais

Nesta edição do Semana Motor1.com Brasil, o principal destaque é a reportagem exclusiva que revela detalhes da próxima geração da Volkswagen Amarok. A picape começa a ser produzida em breve na Argentina e terá desempenho de Porsche Panamera. Foi o que disse ao M1 o chairman da VW na América Latina, Alexander Seitz.

Também nesta semana a BYD fez uma dupla ofensiva no mercado de veículos elétricos com os novos Dolphin e Yuan Plus 2027 reestilizados. Nos dois modelos, além de mudanças no visual, novidades nos conjuntos elétricos e nos posicionamentos. Além da BYD, a Leapmotor lançou o seu segundo carro no País, o SUV elétrico B10, que passa a ser o seu modelo de entrada.

Confira a seguir o que de mais importante rolou nos últimos dias!

É isso mesmo que você leu. A nova geração da picape está em fase final de desenvolvimento na argentina, onde ganhará produção a partir do segundo semestre deste ano de 2026. Como já é de conhecimento público, a próxima Amarok será feita sobre uma plataforma multienergia da chinesa SAIC. trata-se da mesma arquitetura da picape Maxus Interstellar X.

Pois, com exclusividade, o Motor1.com Brasil apurou que a nova Amarok 2027 adotará a nomenclatura “800 TSI”, uma referência direta ao torque de 800 Nm, o equivalente a 81,6 kgfm. Trata-se de um número que desloca a Amarok para um território pouco comum entre picapes médias, aproximando do desempenho de carros esportivos.

Essa nova informação complementa a apuração anterior do Motor1.com Brasil de que a nova Amarok terá mais de 470 cv de potência. A combinação desses dois números, aliás, praticamente confirma a adoção de um sistema híbrido plug-in. Ou seja, ao que tudo indica, a próxima geração da picape terá desempenho razoavelmente superior à da atual com motor V6.

A chinesa BYD lançou dois modelos de uma só vez no Brasil, ambos com novidades no visual e nos conjuntos elétricos. O Dolphin enfim ganha no brasil a reestilização lançada na china em 2025. a plástica é discreta, mas traz um frescor ao visual do hatch elétrico, com faróis e lanternas redesenhados e novas assinaturas de leds.

Por dentro, o painel foi levemente redesenhado. E algumas mudanças chamam a atenção, por exemplo, o joystick do câmbio saiu do meio do painel e foi para a coluna de direção. O hatch também ganhou uma tela maior de 8,8 polegadas para o quadro de instrumentos, no lugar do antigo display de 5 polegadas. E o multimídia passa a ser fixo, sem a rotação da tela, e agora tem sistema google nativo que permite instalar aplicativos via play store.

O novo Dolphin 2027 chega na versão Special Edition, com preço de R$ 159.990. Por enquanto, ele fica posicionado entre as opções de entrada GS, com tabela de R$ 149.990, e Plus, de topo de linha, que custa R$ 184.800.

Para além do visual, o Dolphin Special Edition traz um novo conjunto elétrico com motor de 177 cv e aceleração de 0-100 km/h em 8 segundos. Ou seja, é bem mais forte que o Dolphin GS, com 95 cv, por apenas R$ 10.000 a mais. E um pouco mais fraco que o Dolphin Plus, que tem 204 cv.

Segundo a BYD, o Dolphin Special Edition traz uma bateria de 45,12 kWh de capacidade, com autonomia no ciclo europeu (NEDC) de até 405 km. Além disso, leva cerca de 20 minutos para recuperar de 30% até 80% em eletropostos de corrente contínua (DC).

No caso do Yuan Plus, o novo modelo significa um reposicionamento geral. Isso porque o SUV ficou bem mais poderoso que a versão anterior. Agora são dois motores elétricos, um em cada eixo, com tração integral (AWD) e nada menos que 449 cv de potência e 57,1 kgfm de torque máximo.

Segundo a BYD, a aceleração leva só 3,9 segundos e a velocidade máxima alcança 200 km/h. Para comparação, o Yuan Plus anterior tinha um motor elétrico dianteiro de 204 cv e 31,6 kgfm de torque, com 0-100 km/h em 7,3 segundos.

É claro que esse salto em desempenho tem um preço: o SUV é R$ 34.000 mais caro e parte de R$ 269.990. Além de dois motores, a bateria Blade é maior, com 74,8 kWh. E o modelo agora tem arquitetura de 800 volts. Será que o novo Yuan Plus vai fisgar clientes do Volvo EX30?

A marca chinesa do grupo Stellantis lançou o B10, seu segundo carro no Brasil. o novo SUV foi apresentado ao público brasileiro pela primeira vez durante o Salão do Automóvel e já estava em algumas lojas da marca.

Ele chega com preço de R$ 182.990, mas a marca oferece bons descontos. Por exemplo, o SUV elétrico sai por R$ 161.390 na venda direta, e por R$ 141.190 para o público PCD e para taxistas. Já na venda para CNPJ, o carro sai por R$ 168.290. Nos três casos, o comprador leva o Wallbox para carregamento.

O Leapmotor B10 tem o mesmo motor elétrico traseiro do C10, que estreou no fim de 2025. Ele gera 218 cv e é alimentado por uma bateria de 56,2 kWh, com autonomia para até 288 km no padrão PBEV do Inmetro.

Além do lançamento, Herlander Zola, CEO da Stellantis, confirmou produção local dos dois modelos — B10 e C10 — na fábrica de Goiana (PE), onde são feitos os Jeep Renegade e Compass e as picapes Fiat Toro e RAM Rampage.

O executivo também anunciou que a Stellantis trabalha no sistema REEV flex. Ou seja, a tropicalização do motor 1.5 aspirado que serve de gerador na versão “ultra híbrida” do C10. E o SUV tem tudo para estrear a novidade.

Depois de divulgar teasers, a GM do Brasil finalmente mostrou o Sonic e divulgou as medidas do novo SUV que estreia em maio. O futuro modelo chegará às lojas da marca posicionado entre o Onix hatch e o Tracker, com a missão de concorrer principalmente com Fiat Fastback e VW Nivus, modelos que têm como característica a traseira com estilo cupê.

Segundo a montadora, o Sonic vai estrear uma versão atualizada da plataforma GEM, de Global Emerging Markets, para contar com novas tecnologias — possivelmente versão híbrida e sistemas ADAS. Além de mostrar o carro ainda camuflado, a GM também revelou algumas medidas do Chevrolet Sonic. O novo SUV será um pouco maior que o Onix hatch, com 4,23 metros de comprimento, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura. Ou seja, será um pouco menor no comprimento que Fastback (4,44 m) e Nivus (4,27 m), mas ganha em largura do VW e será mais alto que ambos os rivais.

Sobre mecânica, a GM não deu detalhes, mas espera-se que o Sonic venha com o 1.0 turbo flex já disponível na linha Onix, que teve a potência reduzida de 121 cv para 115,5 cv para entrar numa faixa menor de tarifação dentro do programa carro sustentável. O 1.2 turbo encontrado no Tracker em versões mais caras e na picape Montana ainda é dúvida.

O mais novo SUV elétrico da marca foi flagrado rodando em São Paulo, ainda com camuflagem pesada, em imagens publicadas pelo canal Ora Clube BR. O modelo aparece em vias urbanas, com placas verdes e disfarces típicos de fase final de homologação.

O Ora 5 trará uma mudança importante na estratégia da GWM no Brasil. Até agora, a marca atua somente com o hatch Ora 03. Mas o novo modelo avança para os SUVs compactos, colocando a GWM no segmento mais concorrido.

Na China, onde foi lançado no fim de 2025, o Ora 5 é o primeiro SUV da submarca de elétricos da GWM. Ele é rival direto de modelos como BYD Yuan Pro e Plus. Além disso, é o primeiro modelo da Ora com versões híbridas.

O seu conjunto elétrico utiliza motor dianteiro de 150 Kw, o equivalente a cerca de 204 cv, e bateria LFP com opções de 45,3 kWh e de 58,3 kWh. A depender da versão, a autonomia chega a 580 km no ciclo chinês (CLTC).

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