
A passagem do cometa C/2021 T4 (Lemmon) pela Terra deixou os observadores, astrônomos amadores e astrofotógrafos animados com a possibilidade de testemunhar o evento, mas não foi fácil encontrá-lo. Enquanto isso, os cientistas encontraram fenômenos incríveis como uma Cruz de Einstein no espaço e uma galáxia sem matéria escura.
Confira essas e outras notícias que movimentaram o mundo da astronomia durante a semana.
O cometa C/2021 T4 (Lemmon) esteve visível no hemisfério Sul durante a semana e tivemos uma boa chance de observá-lo na terça-feira (25). É que o objeto estava alto no céu durante boa parte da noite, com a Lua se pondo cedo para escurecer o céu e facilitar um pouco a tarefa de encontrá-lo.
No entanto, não foi fácil observar o corpo celeste, que estava com brilho fraco demais para ser visto a olho nu, ou mesmo por telescópios pequenos. Embora estivesse com magnitude 8 (dentro do alcance de binóculos 10×50), o cometa é muito difuso e os observadores precisavam estar em um local livre de poluição luminosa das cidades.
A população de exoplanetas órfãos (que viajam livremente pelo espaço, sem orbitar nenhuma estrela) da Via Láctea pode ser bem maior do que se pensava. Segundo estudos, a quantidade desses mundos solitários pode chegar a dois trilhões, pelo menos 20 vezes mais numerosos do que as próprias estrelas da nossa galáxia.
Entre as possíveis maneiras que um planeta pode ser expulso de sua órbita, estão as interações entre planetas gigantes no sistema estelar onde ele habitava, e as interações entre sua estrela-mãe e uma companheira. Apesar da enorme quantidade deles, não é fácil encontrá-los porque todos os métodos de descoberta de exoplanetas dependem da luz de suas estrelas.
Uma galáxia apareceu nas imagens de telescópios multiplicada quatro vezes por lentes gravitacionais, formando uma Cruz de Einstein. O fenômeno ocorre quando duas galáxias, uma massiva relativamente próxima e outra bem mais afastada, se alinham perfeitamente com a Terra.
As luzes azuis que vemos na imagem acima são uma única galáxia, bem distante da Via Láctea, enquanto a luz laranja é a galáxia massiva mais próxima, cuja força gravitacional distorceu o espaço-tempo ao seu redor. Ao passar pela região espacial distorcida, a luz do objeto de fundo se dividiu e contornou essa área, chegando à Terra como se suas origem fossem fontes luminosas distintas.
A galáxia NGC 1277 é uma velha conhecida dos astrônomos e já era considerada pecular por ser uma relíquia do universo primordial, mas agora ela acaba de se tornar ainda mais estranha: ela possui pouquíssima matéria escura, ou talvez nenhuma, segundo um novo estudo.
Ninguém sabe do que é feita a matéria escura, mas os astrônomos têm evidências o suficiente para afirmar que ela deve estar presente em quase todas as galáxias do unvierso, e isso pode ser verificado por meio de medidas de massa das galáxias. O problema é que, as vezes, algumas delas não possuem essa matéria invisível, e isso é um problemão para os modelos cosmológicos padrão. Agora, os pesquisadores terão que descobrir como a NGC 1277 perdeu sua matéria escura.
Na quarta-feira (26), a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos ouviu dois ex-aviadores e um veterano de combate militar testemunharem sobre avistamentos de OVNIs (objetos voadores não identificados). Outros ex-militares e membros da Inteligência norte-americana, que dizem ter encontrado veículos inexplicáveis, também estavam presentes.
Durante o depoimento, foi dito que os EUA possuem um “programa de décadas de recuperação e engenharia reversa de acidentes com UAPs (fenômenos anômalos não identificados). Outra alegação foi de que “os avistamentos não são raros ou isolados, mas sim rotineiros”. O assuntou se tornou um dos mais comentados nas redes sociais, principalmente entre aqueles que aguardavam alguma confirmação da existencia de formas de vida inteligente de outros planetas. Nenhuma das afirmações pode ser confirmada, por enquanto.
Pode ser que o gigantesco vulcão Olympus Mons tenha sido uma ilha, o que reforça a ideia de que Marte já possuiu oceanos de água líquida. O próprio vulcão teria se formado por lava que entrou em contato com a água líquida e compartilha várias semelhanças morfológicas com ilhas vulcânicas ativas na Terra.
Além disso, os autores desse estudo encontrou características semelhantes em Alba Mons, montanha vulcânica localizada a mais de mil quilômetros de Olympus Mons, sugerindo que o oceano teria preenchido enormes regiões da superfície marciana.
Os operadores da NASA em Houston perderam o contato com a Estação Espacial Internacional (ISS) após uma falha no fornecimento de energia. Contudo, nada grave aconteceu: a comunicação entre o Centro de Controle de Missão e o laboratório orbital foi restaurada quando a agência espacial acionou os sistemas de controle reserva.
Cerca de 20 minutos após a interrupção, os astronautas a bordo da ISS foram informados sobre ocorrido através dos sistemas de comunicação da Rússia. O Centro Espacial de Houston sofreu a queda de energia durante manutenções no prédio e tudo voltou ao normal após 90 minutos, aproximadamente.