Episódio 09- A infância

Elenir BorgesColunistas2 years ago34 Views

 

Vamos conversar?

A infância.

Hoje quero contar um pouco de minha história, e espero que seja um fato acontecido, que inspire você em sua luta diária e sua evolução. Foram esses momentos que vou relatar a partir de agora, que foram decisivos e me moldaram. Tenho comigo uma frase: “Aprende por amor ou aprende pela dor”. Que minhas dores possam servir de exemplo, para que você não tenha que sofrer tanto, são as escolhas.

Quero iniciar aos 10 anos de idade, mas de antes falarei assim, minha infância foi maravilhosa, nasci e cresci morando na fazenda, meu pai era agricultor e minha mãe professora rural, aliás gosto de saber que minha mãe foi quem me alfabetizou, minha base de aprendizado escolar foi por ela, então hoje sou grata por esta passagem tão linda.

Então antes dos 10 anos, tudo estava seguindo o curso de uma infância feliz, brincadeiras e muitas diversões no campo, porém aos 10 anos para 11 anos tudo se transforma, do nada minha mãe me falou: “você irá morar com uma boa família, em uma grande cidade para que tenha uma vida melhor”, parece bom né?

Mas, acredite dentro de mim, tudo se apavorou, eu me senti completamente em pânico, lembro que acordava a noite e não dormia mais, imaginava mil coisas e a ideia de sair de onde eu estava, de perto da minha família, me apavorava, me perguntava o tempo todo: “porque eu?” afinal, éramos 05 irmãos e somente eu a menina, e eu tinha um sentimento assim: “minha mãe prefere ficar sozinha do que ter eu por perto”. “eu sou a única filha e ela quer me dar para outra família, o que eu fiz?”, passei a chorar muito, com apenas 10 anos eu conheci a angústia e a dor do distanciamento de quem a gente ama.

Porém, o dia chegou, eu já havia completado 11 anos e lembro que meus pertences pessoais foram colocados em uma sacola por minha mãe, eu ali como um bichinho acuado, coração acelerado e lágrimas caindo, tenho muito nítido esse momento, hoje, não me causa raiva mais, porém já vivi anos alimentando estas lembranças de forma negativa e que fazia sempre o meu presente sofrido, por memórias. Digo amigos leitores, “não façam isso”.

Fui colocada no carro, quase que a força, pois eu relutava em entrar naquele carro, com aquele casal, era uma senhora que me pediu para chamá-la de “tia” e o seu esposo, eles pareciam amáveis, mas naquele momento isso para mim pouco importava, fato era “eu não quero ir mamãe”.

Nos próximos episódios falarei desse período morando em Ribeirão Preto, pensa: sai do campo, no município aqui de Campina Verde, e fui para Ribeirão Preto, outro universo, mas foram momentos vividos em meu passado, que me formaram a pessoa que sou hoje, um ser humano em evolução e que valoriza muito isso, que prioriza o bem próprio e das pessoas.

Até….

“As imposições podem parecer difíceis, mas se soubermos aproveitar as etapas no curso, bons resultados virão”.

Elenir Borges

Autor

  • Administradora e Enfermeira, sou CEO da empresa Nurse - Gestão & Educação em Saúde, especialista em gestão pública e supervisão pedagógica, trabalho em uma nova visão de reorganização dos processos burocráticos empresariais. Magistral em análise de saúde com a gestão documental, treinamentos e educação continuada de equipes, com experiência em docência e fiscalização sanitária. Realizo consultas e diagnósticos empresarial, com métodos baseados em indicadores de qualidade, específicos para cada atividade e que sejam pautados em legislações aplicadas aos estabelecimentos de saúde, de forma a trazer bons resultados. Gosto de atuar nas empresas para aprimoramento das equipes com foco em gestão da qualidade e desenvolvimento de pessoas, através de treinamentos e educação continuada, sou educadora/docente, porque gosto e o ensinar, muito me faz aprender. Sou curiosa e estudiosa, o saber me desperta para querer saber mais, busco a assertividade.

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