A visita de Mourão ao general Braga Netto – e o presente que ele entregou

Em sua primeira visita ao general Walter Braga Netto desde que ele foi preso em dezembro do ano passado, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) levou para presentear o colega um livro sobre a Segunda Guerra Mundial – “The generals – American Military Command from World War II to Today” (“Os Generais: O comando militar americano da Segunda Guerra Mundial até hoje”, em tradução livre). O encontro durou 40 minutos.

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“Braga Netto está com moral elevado e eu lhe entreguei o livro ‘The generals’, sobre o papel dos Generais Patton, Marshall e MacArthur na 2ª Guerra Mundial”, disse Mourão.

“Foi um encontro de dois amigos. Apenas isso. A questão é que ele já está preso há mais de quatro meses, o que, na minha visão, é irregular em termos de prisão preventiva”, comentou o senador, para quem a visita teve o objetivo de prestar “solidariedade e apoio moral”.

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Ex-vice-presidente do governo Bolsonaro, ele acredita que a obra do jornalista americano Thomas E. Ricks pode transmitir a Braga Netto a mensagem de “resiliência para enfrentar as adversidades e fé na missão”.

Além de Mourão, também visitaram Braga Netto na tarde desta quinta-feira os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Damares Alves (Republicanos-DF), que orou com o general.

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As visitas foram autorizadas no último dia 10 pelo relator das investigações do 8 de Janeiro, ministro Alexandre de Moraes, que impôs uma série de condições para os parlamentares se encontrarem com o general.

Moraes determinou que haja um limite máximo de três visitas individuais por dia e proibiu que os parlamentares utilizem celulares, máquinas fotográficas ou qualquer outro dispositivo eletrônico, bem como os impediu de fazer imagens do interior da unidade prisional, “sob pena de responsabilização”.

O ministro do Supremo também barrou a entrada de assessores, seguranças e membros da imprensa.

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Braga Netto teve a prisão preventiva decretada em dezembro do ano passado por Moraes, que atendeu a um pedido da Polícia Federal ao concluir que o general tentou obstruir a Justiça ao tentar obter acesso à delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, que fundamentou a denúncia da trama golpista.

Ele está na 1ª Divisão do Exército, subordinada ao Comando Militar do Leste, que fica na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro. Por ser general de quatro estrelas, Braga Netto não está em uma cela propriamente dita, mas um cômodo com armário, geladeira, ar-condicionado, televisão e banheiro exclusivo.

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No mês passado, por unanimidade, a Primeira Turma do STF colocou Braga Netto no banco dos réus por envolvimento numa trama golpista para impedir a posse do presidente Lula.

Por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Braga Netto está inelegível até 2030. Ao lado de Bolsonaro, o general foi condenado por abuso de poder político e econômico por conta do desvirtuamento das comemorações do Bicentenário da Independência, em 2022.

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