
Cresce a tensão econômica entre Equador e Colômbia, após o país comandado pelo colombiano Gustavo Petro anunciar que vai responder o tarifaço de 100%, imposto pela nação vizinha de Daniel Naboa, na mesma moeda.
Órgãos internacionais, como Comunidade Andina (CAN), bloco econômico formado por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, por meio do Secretário-Geral, Gonzalo Gutiérrez, fez um chamado urgente aos dois mandatários para conter a crise, pedindo “espírito de solidariedade e integração”.
O início do tarifaço foi na quinta-feira (9), com um aumento de 50% a 100% das tarifas de importação de produtos colombianos, determinado por Noboa, a partir de 1º de maio. A ação intensificou a guerra comercial e diplomática entre os países.
Um comunicado do Equador justificou as medidas, alegando que “a Colômbia não implementou medidas concretas e eficazes de segurança nas fronteiras, o Equador se vê obrigado a tomar medidas soberanas”.
No dia seguinte, na sexta-feira (10), Petro fez o mesmo, aumentando de 30% a 100% os impostos sobre produtos vindos do Equador.
A ministra do Comércio da Colômbia, Diana Morales, afirmou que o país buscou diálogo com o vizinho, mas a situação ficou insustentável. “Esgotamos todos os esforços diplomáticos e mantivemos os canais de diálogo abertos com o governo do Equador, buscando uma solução que beneficie ambos os países, as empresas e, sobretudo, as comunidades de ambos os lados da fronteira”, afirmou.
O Secretário-Geral da CAN insistiu em uma mesa de negociação, pedindo respeito aos quase 60 anos de acordos bilaterais entre as duas nações. Ele sugeriu a participação de uma banca multilateral, especificamente a Corporação Adina de Fomento (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para financiar projetos de cooperação nas zonas de fronteira.
No entanto, na sexta-feira, Petro anunciou a saída da Colômbia do CAN, em resposta às medidas tarifárias adotadas pelo Equador, que considerou uma “monstruosidade”.
Além disso, o presidente colombiano instruiu imediatamente a reorientação da política externa e comercial colombiana em direção ao Mercosul, ao Caribe e à América Central.
Nesta sexta-feira (10), Petro também ordenou à sua embaixadora em Quito, María Antonia Velasco, que retornasse imediatamente a Bogotá .