
O mercado físico do boi gordo ainda registrou tentativas de compra em patamares mais baixos nesta quarta-feira (24). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a maior pressão foi sentida em Rondônia e Tocantins.
“Os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda desfrutam de maior conforto em suas escalas de abate (entre oito e nove dias úteis na média nacional). A incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização dos confinamentos próprios ajuda a entender esse movimento”, ressaltou.
Segundo ele, as exportações de carne ainda são o principal ponto de suporte, com embarques bastante representativos em 2025.
O mercado atacadista ainda se depara com manutenção dos preços. A expectativa é de uma semana ainda lenta em reposição entre atacado e varejo.
Segundo Iglesias, para a primeira quinzena de setembro, é aguardada melhora, considerando a entrada dos salários na economia. “Vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade frente às proteínas concorrentes, em especial se comparado com a carne bovina.”
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,35; o dianteiro segue a R$ 17,50 por quilo; e a ponta de agulha permanece cotada a R$ 16,40.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,3268 para venda e a R$ 5,3248 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2941 e a máxima de R$ 5,3306.