
Autobiografia – lutar, conquistar e desenvolver o ser
Vamos conversar?
Fale comigo.
Você se pergunta: Mas, então por que se afastou?
Calma, vou esclarecer mais a frente, antes falarei do outro vínculo, sim, lembra que eu disse ser docente, enquanto trabalhava no período da manhã, em meu vínculo público, a tarde e à noite eu era docente, sou educadora já por um longo período, desde 2009 e até maio de 2023. Atuando como docente do curso técnico em enfermagem na instituição SENAC em Uberlândia, MG.
Nesse tempo, em minhas experiências docentes atuei em outras instituições, iniciei onde me formei, fiz o processo seletivo e passei em primeiro lugar. Sabe, o que pensei aqui agora é que todos os processos e provas que fiz sempre fui o primeiro lugar, veja, eu não digo isso com a intensão de engrandecimento, mas sim para que entenda uma etapa da minha vida tem a ver com meus comportamentos de cobranças intensas em minhas atitudes, cobranças de mim mesma.
Vamos refletir, cobrar-se muito, o tempo todo é bom?
Minha resposta hoje é: Equilíbrio, busque sempre o equilíbrio, quem vai me amar mais, senão eu? Assim, ser perfeita para que, ou para quem? Ao longo dos anos, isso trará desgastes importantes.
Mas, voltamos aos momentos, quero dizer que esta etapa docente no SENAC foi muito enriquecedora em minha vida e muito prazerosa, “Já disse que amo o que eu faço, né?”, então, trabalhei aqui na docência por 03 anos e 10 meses, e acredito que iria me aposentar aqui, pois realmente um ambiente que me alegra e o convívio maravilhoso, acolhedor. Aqui falo um pouco da importância de um bom líder, quando isso fica evidente em uma empresa e a gestão é assertiva e direcionada, considerando os “SERES HUMANOS” os resultados são espetaculares, os colaboradores se esforçam muito para os bons resultados e todos, com um mesmo propósito, elevar o nível da empresa e estar junto a ela. Essa era a percepção e minha realidade.
Pensa que não doeu me desligar de lá? Sim, demais, pessoas queridas, meus queridos alunos, colegas e todos os colaboradores, caros leitores, meus relacionamentos com os colegas era fantástico, com todos, acredite.
Daí você continua se perguntando, por que se afastou?
Vamos aqui considerar questões reais, ok.
Eu, enquanto um “ser” físico, sentia alterações orgânicas, adoecimentos que me alertavam para o que poderia acontecer, caso eu persistisse.
Eu, enquanto um “ser” mental, estava mentalmente adoecida já, muitas as situações, como: sem estímulo, sem vontades, hora muito sono, hora ausência dele, assim também com a comida, muito acelerada e uma cobrança intensa por fazer mais e perfeito, eu me identifiquei adoecida. Vários períodos em consultas e exames, aqui quero ser grata, pois tive bons profissionais médicos para me atender e que se tornaram até amigos, eles me alertaram para o que estava acontecendo e o que eu estava fazendo comigo.
Precisava cuidar de mim. Quando isso se deu? Final de 2022, eu diria último semestre, foi acentuando cada dia mais.
Daí, após essa constatação, comecei me organizar para a realidade atual, eu gosto de chamar de: “Cuidar de mim”.
Então, pensa que é fácil? Nunca.
É uma transformação muito difícil, vários fatores envolvidos nesse processo. Mas, vamos falar sobre na próxima publicação….
Até….
“Na vida temos escolhas, escolhemos rumos diferentes e seguimos o coração, nem sempre, eu segui com a razão.”
Elenir Borges