

O mercado físico do boi gordo se deparou com acomodação dos preços em grande parte do país nesta quarta-feira (8).
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que as escalas de abate permanecem encurtadas, em um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta.
“Diante da oferta anêmica, alguns frigoríficos estudam o aumento da ociosidade durante o mês de abril, com perspectiva de férias coletivas”, afirma.
Segundo ele, as exportações permanecem aceleradas, com a China absorvendo grandes volumes de carne bovina no primeiro quadrimestre. Estimativas realizadas por Safras & Mercado apontam para o esgotamento da cota de 1,1 milhão de toneladas reservada ao Brasil em meados de junho.
“Ou seja, o terceiro trimestre, período pautado pela entrada de confinados, deve ser marcado por incertezas quanto a exportação. Algumas entidades ainda sinalizam para uma exaustão mais rápida, com o esgotamento da cota no início de maio”, disse.
O mercado atacadista apresenta preços firmes para a carne bovina, com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.
“O limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que seguem com preços deprimidos no início da semana”, diz Iglesias.
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1%, sendo negociado a R$ 5,1025 para venda e a R$ 5,1005 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0651 e a máxima de R$ 5,1191.
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