
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta terça-feira (8), em Brasília, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, posteriormente reuniões do encontro dos Brics.
Durante a visitante de Estado, quatro acordos comerciais foram assinados em temas que envolvem parcerias em força renovável, combate ao terrorismo e ao transgressão organizado, troca de informações confidenciais e pesquisa agrícola.
No que compete ao agro, ficou estabelecido uma cooperação entre a Embrapa e o Recomendação Indiano de Pesquisa Agrícola para estimular projetos de inovação na produção de provisões.
“Nossa pecuária deve muito à Índia. 90% do rebanho zebuíno brasílico é resultado de 60 anos de intensa cooperação bilateral em melhoramento genético”, disse o presidente Lula na ocasião.
Ficou resolvido, também, que os dois países avançarão em parcerias que envolvam biocombustíveis. Isso porque a Índia tem a meta de ampliar para 20% a mistura de etanol na gasolina que circula em seu território e para 5% a proporção de biodiesel no óleo diesel.
O negócio entre os dois países somou US$ 12 bilhões em 2024, mas já mostra sinais de desenvolvimento em 2025, com 24% de subida nos primeiros cinco deste ano.
Lula e Modi disseram ver espaço para aumentar exponencialmente oriente volume de trocas, sendo que o presidente brasílico disse em triplicar o valor já no pequeno prazo. O primeiro-ministro indiano, por outro lado, enxerga potencial para chegar em US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos.
No saldo da balança mercantil, ligeira vantagem aos indianos: as exportações brasileiras chegaram a US$ 5,26 bilhões, com destaque para açúcar, petróleo bruto, óleos e aviões. Já as importações somam US$ 6,8 bilhões. Apesar de ter 1,4 bilhão de habitantes, a Índia é unicamente o décimo maior parceiro mercantil do Brasil.
No encontro dos chefes de Estado, Lula destacou a afinidade entre Brasil e Índia, ressaltando a valor de uma relação sólida entre nações que compartilham características semelhantes.
“É muito importante que as pessoas compreendam que um país megadiverso porquê o Brasil tem a obrigação de ter uma relação política, cultural, uma relação econômica e mercantil com outro país megadiverso”, afirmou.
Segundo Lula, a riqueza originário, a pluralidade cultural e a variedade social de ambos os países são bases para uma cooperação ampla.