
Bruna Brasil garante que não sente qualquer tipo de pressão em relação ao momento recente da equipe Fighting Nerds. A lutadora entra em ação no UFC Vegas 113 e, apesar da fase irregular vivida pelo time ao longo de 2025 seguidos de uma retomada recente, afirma que sua atuação no octógono não está ligada à necessidade de encerrar ou prolongar uma sequência de vitórias do conjunto.
Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, Bruna explicou que a cobrança costuma recair sobre um grupo específico de atletas da equipe, citados com mais frequência pelo público e pela mídia. Segundo a peso palha (até 52,3kg), os resultados negativos recentes ficaram concentrados nesses nomes, enquanto ela e outros companheiros também conquistaram vitórias. Para a lutadora, cada atleta carrega sua própria trajetória, e seu desempenho não deve ser analisado como parte de um rótulo coletivo.
“Não, porque eu acho que os Fighting Nerds que a galera sempre fala são os quatro, né? O Ruffy, o Caio, o Jean e o Prates. Normalmente, eles falam dos quatro. (Quando falaram:) Os nerds perderam, foram os quatro que perderam. Eu ganhei. A outra galera da equipe também ganhou…. Pra mim é indiferente, de verdade… Eu acho que cada atleta tem a sua história, assim. E a minha é a minha, sabe?”, afirmou Bruna Brasil.
Bruna Brasil em vitória na luta principal do Road to UFC (Foto: Instagram)
Conhecida por atuar em cenários considerados hostis, Bruna enfrenta desta vez a também brasileira Ketlen ‘Esquentadinha’, em território neutro. A ‘nerd’ avalia que os desafios acumulados ao longo da carreira foram determinantes para seu amadurecimento mental. Segundo a lutadora, essas experiências a deixaram preparada para qualquer situação no octógono, reforçando que, embora o resultado nem sempre esteja sob seu controle, a entrega e a performance dependem exclusivamente dela.
“Acho que o fato de eu ter perdido a minha luta na estreia me trouxe desafios que eu não posso recusar. E depois teve a questão da renovação de contrato, aí o UFC me deu a luta de última hora pra subir na categoria de cima, e eu tive que aceitar também. Então, acho que uma coisa acabou levando à outra, né? Cada momento que eu passei foi muito difícil, vivenciar o momento de dificuldade e tudo mais. Só que eu acho que, de alguma forma, toda essa dificuldade, esse drama psicológico me deu uma força muito grande de estar pronta pra qualquer desafio e saber que eu consigo, sabe? Claro que às vezes o resultado da luta não tá no nosso controle, mas se chegar lá e performar, isso tá no meu controle.”, concluiu a representante da Fighting Nerds.
Jean Silva, Caio Borralho, Mauricio Ruffy e Carlos Prates representam a Fighting Nerds. Foto: Reprodução/Instagram
Após ser eleita a melhor equipe de 2024, a Fighting Nerds enfrentou um 2025 difícil. Caio Borralho, Jean Silva, Maurício Ruffy e Carlos Prates, considerados os principais nomes do time, sofreram derrotas marcantes em suas respectivas divisões. Apesar disso, quase todos já conseguiram se reencontrar com as vitórias.
Carlos Prates, que havia sido derrotado por Ian Garry no UFC Kansas, reagiu com nocautes sobre Geoff Neal e Leon Edwards nos UFCs 319 e 322, respectivamente. Jean Silva, nocauteado por Diego Lopes no Noche UFC, retornou ao caminho das vitórias ao superar Brendan Allen no UFC 324. Maurício Ruffy, finalizado por Benoit Saint-Denis no UFC Paris, respondeu com um nocaute sobre Rafael Fiziev no UFC 325. Já Caio Borralho, derrotado por Nassourdine Imavov no UFC Paris, tem retorno marcado contra Reinier de Ridder no UFC 326.