Candidata de esquerda à Presidência de Honduras denuncia plano golpista nas eleições — Brasil de Fato

A candidata à Presidência de Honduras Rixi Moncada (Partido Liberdade e Refundação (Libre) denunciou um plano golpista da direita para alterar os resultados das eleições que serão realizadas em 30 de novembro.

De acordo com um relato em seu perfil na rede social X, Moncada “expôs o complô de fraude eleitoral” feito pela “elite sanguinária e corrupta do sistema bipartidário [referindo-se à coalizão dos partidos Nacional (PN) e Liberal (PL)]”.

Moncada apresentou “áudios que confirmam como políticos, militares e empresários conspiram para alterar a vontade do povo”.

A candidata denunciou o esquema, que já está sendo investigado pela Procuradoria-Geral do país, em Barrio Cabañas, na cidade de San Pedro Sula — local que chamou de “berço da resistência popular da classe trabalhadora”.

Deste modo, afirmou que as forças econômicas do país estão tentando impedir sua campanha política. “A liderança do Partido Liberal, os banqueiros hondurenhos e o poder econômico de Honduras querem me impedir porque eu represento o povo”, enfatizou, reafirmando seu compromisso com a “refundação da nação”.

“Declaramo-nos prontos para lutar em todo o país para derrotar a corrupção no Conselho Nacional Eleitoral (CNE)”, afirmou Moncada em um evento do Libre.

A candidata ainda relembrou a fraude eleitoral de 2017, quando “derrubaram o sistema de transmissão por mais de 72 horas e roubaram os resultados de cinco mil mesas eleitorais”.

Diante das ameaças, o ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya (2006-2009) convocou uma reunião urgente do partido Libre para tratar sobre a denúncia na próxima sexta-feira (31/10).

“Diante da ameaça de destruição das eleições e de perturbação da paz, orquestrada pelo próprio CNE em associação com figuras políticas e militares corruptas do sistema bipartidário, o partido Libre convoca urgentemente a Coordenação Nacional”, anunciou o líder do partido Libre em sua rede social X.

A presidente de Honduras, Xiomara Castro, também denunciou o plano: “condeno nos termos mais veementes possíveis esta conspiração criminosa que visa a um golpe eleitoral”.

A líder hondurenha associou os responsáveis pelo plano ​​aos atores do golpe de 2009 e das fraudes eleitorais de 2013 e 2017. “Eles pretendem, mais uma vez, suplantar a vontade do povo, gerar caos e sequestrar a soberania popular”, declarou.

Em resposta, a mandatária instruiu as Forças Armadas a investigar o envolvimento de militares da ativa e o secretário para Assuntos Externos e Relações Internacionais, Javier Efraín Busoto, a relatar o caso à comunidade internacional.

O golpe denunciado

A acusação de Moncada está em consonância com o anúncio do Procurador-Geral Johel Zelaya, que confirmou possuir provas da conspiração, entregues há uma semana pelo representante do Libre no CNE, Marlon Ochoa.

“As gravações demonstram plenamente a existência de uma associação ilícita entre um membro do CNE, um membro do Congresso Nacional e um oficial militar da ativa”, afirmou Zelaya.

A autoridade ainda lembrou que o CNE “é uma instituição de segurança nacional” e que “qualquer tentativa deliberada de alterar, obstruir ou manipular os resultados eleitorais constitui um ataque direto à democracia, um crime de traição à pátria, punível com pena de prisão de 15 a 20 anos”.

O Ministério Público (MP) informou que a investigação teve início após o recebimento de 24 gravações de áudio entregues por Ochoa. A imprensa local identificou os envolvidos como a vereadora Cossette López e o deputado Tomás Zambrano, ambos do PN, que faz oposição ao governo da atual presidente Xiomara Castro.

As gravações detalham uma estratégia para “atrasar, enfraquecer e agravar o processo eleitoral”, com o objetivo de declarar o candidato do Partido Liberal, Salvador Nasralla, como vencedor.

Em outra gravação de áudio, a voz menciona o uso de “ferramentas fornecidas por funcionários da embaixada e organizações internacionais” para denunciar supostas irregularidades. Zelaya anunciou que unidades especializadas já estão realizando perícias e analisando as evidências.

As eleições presidenciais estão marcadas para 30 de novembro. De acordo com dados do CNE, o cadastro eleitoral inclui 6.522.577 pessoas, e os cargos em disputa são o de presidente e três vice-presidentes, os 128 membros do Congresso e as autoridades dos 298 municípios de Honduras.

(Com Prensa Latina e TeleSUR

Conteúdo originalmente publicado em Opera Mundi

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