

A queda nas importações de fertilizantes e o recuo nas exportações de produtos agropecuários para os países do Golfo já refletem os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre, as compras de fertilizantes vindos da região caíram 51,35%, enquanto as exportações ao bloco recuaram 31,47% apenas em março.
A região do Golfo responde por cerca de 10% dos fertilizantes importados pelo Brasil e concentra mercados relevantes para produtos como carne, frango e açúcar, o que amplia o sinal de alerta para o setor.
O impacto mais direto aparece nos dados de março. As exportações brasileiras para o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) somaram US$ 537,11 milhões no mês, com queda de 31,47% na comparação anual.
Apesar disso, o desempenho no acumulado do trimestre ainda é positivo. De janeiro a março, as vendas cresceram 8,14%, alcançando US$ 2,41 bilhões.
Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o fechamento do Estreito de Ormuz foi determinante para a retração das exportações.
A restrição ao acesso a portos estratégicos interrompeu uma trajetória de crescimento observada no início do ano, quando as vendas vinham em alta frente a 2025.
O agronegócio responde por cerca de 75% das exportações brasileiras ao Golfo e foi diretamente afetado.
No mês de março, o setor registrou queda de 25,38%, embora ainda acumule alta de 6,8% no trimestre, com US$ 1,44 bilhão exportado.
Entre os principais produtos:
Além das exportações, o recuo nas importações de fertilizantes aumenta a preocupação com custos e oferta de insumos.
A queda de 51,35% no trimestre ocorre em um momento de instabilidade logística e pode pressionar o planejamento da próxima safra, caso o cenário persista.
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