
A articulação da cúpula da CPMI do 8 de janeiro para propor uma delação premiada ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, e a fiança de US$ 200 mil (R$ 1 milhão) paga por Donald Trump para deixar uma prisão na Geórgia estão entre os destaques desta sexta-feira (25).
A cúpula da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos criminosos de 8 de janeiro está articulando a proposta de um acordo de delação premiada ao tenente-coronel Mauro Cid.
A ideia é que o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba, em troca, uma possível redução de eventuais penas no fim das investigações sobre participação nos atos golpistas e pela fraude em cartões de vacinação.
Embora esse tipo de acordo nunca tenha sido feito por CPIs, a comissão tem a possibilidade de oferecer a delegação. A proposta, no entanto, tem que ter aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) e ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Integrantes de tribunais superiores veem uma tentativa de manobra jurídica da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para fomentar a dúvida em relação ao caso das joias.
Na quinta-feira (24), a colunista Monica Bergamo, da “Folha de S.Paulo”, revelou que os advogados do ex-presidente pretendem pedir de volta as joias que foram entregues ao Tribunal de Contas da União (TCU) em março.
A avaliação de autoridades que acompanham as investigações de perto é que, com o movimento, a defesa de Bolsonaro “quer forçar a judicialização” para “cultivar a contradição e alimentar a dúvida” sobre o destino dos presentes recebidos pelo então mandatário do Palácio do Planalto.
Hoje, segundo a CNN apurou, é zero a chance de o plenário acatar um pedido de devolução dos objetos recebidos por Bolsonaro. Diante desse cenário, a aposta de integrantes do Judiciário é que os advogados tentem obter uma decisão favorável de um juiz de primeira instância, referendando o entendimento da defesa de que os objetos pertencem ao ex-presidente.
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump deixou um presídio na Geórgia após pagar fiança. Ele se entregou às autoridades devido a uma investigação que apura supostas fraudes eleitorais nas eleições presidenciais de 2020.
O empresário ficou no complexo por cerca de 20 minutos. O registro mostra que Trump tem 1,80 m de altura e pesa 97 kg. Ele está listado como tendo olhos azuis e cabelos loiros.
Registros da prisão mostram que Trump foi detido e autuado como preso nº P01135809. Autoridades divulgaram a foto de fichamento do ex-presidente.
O presidente russo, Vladimir Putin, fez seus primeiros comentários públicos sobre o acidente de avião que se acredita ter matado Yevgeny Prigozhin, dizendo que o líder do Grupo Wagner era “talentoso”, mas cometeu “graves erros na vida”.
O acidente de quarta-feira (23) ocorreu a noroeste de Moscou e matou todos a bordo, segundo a agência de aviação russa, incluindo Prigozhin, chefe do grupo mercenário que ganhou destaque por seus métodos brutais em todo o mundo e por suas vitórias no campo de batalha na guerra da Ucrânia.
“Ele era um homem de destino difícil, cometeu erros graves na vida e alcançou os resultados necessários tanto para si mesmo quanto quando lhe perguntei sobre isso – por uma causa comum, como nestes últimos meses”, disse o presidente russo.
O ex-militar norte-americano Michael Taylor afirmou à CNN que não se arrepende de ter ajudado Carlos Ghosn, ex-CEO da Renault e da Nissan, a fugir do Japão.
“Eu não [me arrependo]. Eu durmo bem à noite sabendo que ajudei alguém a não ser torturado”, diz ele, que também é um dos entrevistados no documentário “Procurado – A Fuga de Carlos Ghosn”, que estreia na AppleTV+ nesta sexta-feira (25).
Michael Taylor foi um dos responsáveis por elaborar e realizar a “fuga cinematográfica” do empresário franco-brasileiro que cumpria prisão domiciliar no Japão. Ghosn conseguiu deixar o país, sem que as autoridades japonesas soubessem, ao ser colocado dentro de uma caixa de instrumento musical levado pelo ex-militar em um jato para o Líbano, em 2019.
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(Publicado por Marina Toledo)
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