
O Super Bowl é um dos maiores eventos do ano nos Estados Unidos e serve como o último jogo da National Football League (NFL), para determinar o campeão da temporada. Entretanto, ainda que a partida atraia muitos espectadores, boa parte do público aguarda ansiosamente para ver os espetaculares shows do intervalo – que são encabeçados por alguns dos maiores nomes de todos os tempos do cenário do entretenimento.
Diversos artistas já tiveram a honra de participar da apresentação – incluindo Judy Garland, Michael Jackson, Diana Ross, Lady Gaga, Prince, Beyoncé, Coldplay e inúmeros outros. Ano após ano, os performers mergulham de cabeça em um medley de seus maiores hits, encantando os fãs ao redor do mundo e até mesmo angariando aumentos nas vendas de suas respectivas canções.
Com a recente apresentação de Bad Bunny em um magnífico e glorioso espetáculo político-social, resolvemos montar uma breve lista elencando os dez melhores shows do intervalo do Super Bowl.
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:
Shakira e Jennifer Lopez se sagraram como populares nomes da indústria musical com canções que permanecem na ativa em playlists e setlists ao redor do planeta. Ao unirem forças para celebrar a cultura latina no show do intervalo do Super Bowl LIV, as duas se mostraram forças imparáveis do entretenimento, nos mergulhando em uma frenética e incansável jornada marcada por uma química esplendorosa – e que inclusive conquistou uma estatueta do Emmy Award.
É muito difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar da icônica banda de rock inglesa The Rolling Stones. Liderada pelo icônico Mick Jagger, o grupo está na ativa há seis décadas, tendo ditado as regras do gênero na Europa e estendendo seu legado para o restante do mundo. E a beleza do espetáculo da banda em 2006 está na simplicidade e na praticidade, construindo um breve setlist regado ao melhor do rock’n’roll e celebrando uma discografia atemporal.
Madonna, a eterna rainha do pop, chegou ao palco do Super Bowl XLVI carregada por uma série de dançarinos e emulando uma deusa romana, sentada em um trono dourado rodeado de enormes asas. Ao som de “Vogue”, a titânica artista continuava a quebrar tabus sobre etarismo ao demonstrar seu contínuo poder performático – resgatando canções como “Music”, “Express Yourself” e “Like a Prayer”. Naquela noite, apesar da quantidade exacerbada de atos convidados, todos os olhos se voltaram, mais uma vez, para a primeira e única Madonna.
Em 2022, o palco do Super Bowl recebia diversos artistas de alto calibre que nos agraciavam com uma memorável e ovacionada performance que imediatamente foi celebrada como uma das melhores de todos os tempos. O espetáculo tornou-se o primeiro a chamar a atenção para o hip hop, escalando nomes como Dr. Dre, Snoop Dogg, Eminem, Mary J. Blige, Kendrick Lamar e uma participação surpresa de ninguém menos que 50 Cent.
O nome mais recente a ser escalado como headliner do show do intervalo foi o porto-riquenho Bad Bunny. Recém-saído de uma merecida vitória de Álbum do Ano no Grammy Awards pelo aclamado ‘Debí Tirar Más Fotos’, Benito se posicionou contra a agenda anti-imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao trazer a diversidade do continente americano em uma exaltação da cultura latina – aliando-se a Lady Gaga, Ricky Martin e tantos outros nomes conhecidos para um apoteótico espetáculo de empoderamento e libertação.
Beyoncé não é uma das maiores estrelas da música por qualquer motivo: nossa Queen B tem uma capacidade de reinvenção invejável e uma habilidade performática de tirar o fôlego. Não é surpresa, pois, que ao surgir em meio a um palanque em chamas, ela tenha imediatamente roubado o foco de tudo o que estava acontecendo no mundo. Navegando por sua memorável discografia ao longo de breves treze minutos, Beyoncé escalou a ajuda de Michelle Williams e Kelly Rowland, que integraram junto a ela o grupo Destiny’s Child, para um espetáculo aplaudível.
Em 2017, Lady Gaga fazia história ao assumir o comando de um dos maiores palcos do mundo com um espetáculo regado a hits atemporais e reafirmando seu impacto na cultura pop desde que fez sua estreia quase uma década antes. Trazendo rendições impecáveis de “Bad Romance”, “Million Reasons” e “Born This Way”, Gaga ocupou o lugar central do show para falar sobre as pautas que sempre defendeu e mostrando que o caminho certo a ser seguido é o amor e a união.
A performance da banda irlandesa U2 permanece na história como uma das mais emocionantes e tocantes de toda a história do evento, por ter sucedido os ataques terroristas às Torres Gêmeas um ano antes. Inclusive, Janet Jackson estava atada para se apresentar no show do intervalo antes do grupo de rock assumir o cargo. Entregando-se a belíssimas rendições das faixas “Beautiful Day”, “MLK” e “Where the Streets Have No Name”, reiterando o poder artístico de seus membros em um momento político tenso e instável.
O rei do pop definitivamente não estaria de fora da nossa lista – afinal, nenhuma outra apresentação teria a grandiosidade de hoje se não fosse por Michael Jackson. Do momento em que apareceu no centro dos palcos há mais de três décadas, o artista, cuja fama e cujo prestígio eram inegáveis dentro do escopo fonográfico, causou um furor de emoção em cada membro do público. Jackson, inclusive, abriu espaço para que artistas mainstream tivessem maior visibilidade dentro do evento supervisionado pela NFL – cujos shows, até então, tinham uma estrutura mais engessada.
Prince não é um dos maiores nomes da indústria fonográfica por qualquer razão – e qualquer um que já tenha cruzado com suas dezenas de hits, que ajudaram a moldar o mainstream com uma estética inovadora e transgressora, se apaixonam pelo trabalho imaculado do artista. E, por essa razão, nenhuma outra apresentação do Super Bowl poderia estar em primeiro lugar além da incrível e memorável performance do artista.
Prince subiu aos palcos do Dolphin Stadium em fevereiro de 2007 e, depois de ser introduzido ao som de “We Will Rock You”, levou o público à loucura ao cantar “Let’s Go Crazy”, “Proud Mary”, “1999” e outras de suas canções assinaturas. De fato, o ápice de seu espetáculo veio com “Purple Rain” – facilmente sua música mais conhecida e considerada uma das melhores da história da música.