
Dan Hooker em vitória sobre Nasrat Haqparast no UFC (Foto: Instagram)
Dan Hooker não escondeu a frustração com o UFC após ter sido impedido de assistir ao UFC 317, realizado em junho, em Las Vegas. O neozelandês, que viajou aos Estados Unidos para acompanhar o companheiro de equipe Kai Kara-France, teve seus ingressos cancelados pela organização e criticou duramente a postura da empresa.
Em entrevista ao programa Submission Radio, o sexto colocado no ranking dos leves (até 70,3 kg) revelou que o cancelamento aconteceu após ele ter perdido um compromisso agendado pelo UFC na manhã do evento.
“Tentaram me acordar às 7h30 da manhã (horário da Costa Leste dos EUA), que seriam 3h30 da manhã na Nova Zelândia. Eu nem tinha saído na noite anterior, mas não vou sair da cama esse horário por qualquer coisa. Dormi e perdi o compromisso. Cancelaram meus ingressos para a luta do Kai”, relatou.
O neozelandês, que se recupera de uma cirurgia na mão, chegou a considerar lutar lesionado no card de Perth, na Austrália, marcado para setembro. No entanto, mudou de ideia após o episódio.
“Você trabalha no escritório, irmão. Eu sou o cara que derrama sangue, suor e lágrimas dentro do octógono. Achei que teria um pouco mais de respeito por parte da empresa. Mas não teve, e tudo bem, negócios são negócios. Só não vou mais me quebrar por uma organização que não me respeita”, disparou.
Hooker também deixou claro que, apesar de querer lutar no evento em seu continente, não fará um retorno apressado. Seu foco agora é atuar no tradicional card de Nova York, em novembro. E o adversário desejado tem nome: Arman Tsarukyan. O neozelandês, porém, impôs uma condição para aceitar um duelo de cinco rounds.
“Me pagar 20 mil dólares a mais por dez minutos extras? Não faz sentido. Se me pagam meio milhão por 15 minutos, deveriam pagar o dobro por 30. Trabalhei em cozinha de fábrica. Ninguém trabalha o dobro por um trocado a mais. Não é pelo ‘aprendizado’ ou pela ‘experiência’, mete essa no c*. Se quiser que eu trabalhe o dobro, me pague o dobro”, disparou.
Apesar das críticas, Hooker reconheceu a inteligência do UFC na forma como estrutura a divisão dos leves. Segundo ele, a organização evita criar um único desafiante claro ao cinturão para manter vantagem nas negociações.
“Eles sempre têm três opções. Se um cara pedir mais, vão para o segundo. Se o segundo travar, voltam para o primeiro. No fim, o que faz mais dinheiro é o que faz mais sentido para eles”, concluiu.