
Neste sábado (5), é celebrado o Dia Nacional da Saúde, data que coincide com o aniversário de nascimento do médico Oswaldo Cruz, em 1872. O sanitarista liderou iniciativas pioneiras no Brasil, ajudando a controlar a febre amarela, a peste bubônica e a varíola, no século passado. Agora, especialistas destacam que um novo salto na área da saúde, para os dias de hoje, será dado com o acesso massivo à medicina preditiva.
Só que a existência da medicina preditiva depende exclusivamente de dados e informações compartilháveis dos próprios pacientes. No exemplo mais básico, se uma mãe teve câncer de mama, a filha precisa compartilhar esse histórico familiar sempre que consulta um novo médico. Afinal, o risco dela é possivelmente maior que o de outras mulheres para este tipo de tumor.
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Com maior ou menor frequência, informações oncológicas como essa costumam ser compartilhadas. A questão é que, hoje, com o uso massivo de wearables, Inteligência Artificial (AI) e mapeamento genético, o volume de dados que pode ser obtido é infinitamente maior e melhor. Para gerar um impacto verdadeiro e, potencialmente, salvar vidas, eles devem ser compartilhados com os médicos.
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Antes de seguir, vale trazermos uma definição precisa do que significa adotar esta estratégia na área da medicina. “A saúde preditiva é uma iniciativa focada em analisar riscos e calcular probabilidades futuras de um indivíduo desenvolver determinada doença, a fim de tornar a intervenção médica mais ágil e precisa”, detalha Marcos Moraes, diretor da vertical de saúde da FCamara — um ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios.
Em outras palavras, “a medicina preditiva olha para o histórico do paciente, de forma ampla, levando em consideração pontos como genética, condições biológicas e hábitos”, acrescenta Moraes. Juntos, esses dados podem salvar vidas.
Aqui, é importante destacar que a medicina preditiva é diferente da medicina preventiva. Dentro da primeira, o foco do médico e das ferramentas disponíveis no mercado é prever predisposições para doenças com base em informações genéticas, através da inteligência de dados, por exemplo.
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Agora, na preventiva, o foco principal é promover mudanças de comportamento, como propor uma vida mais ativa (“fim do sedentarismo”), adotar uma dieta saudável e desincentivar o tabagismo, para prevenir doenças gerais, independente do histórico do paciente. Ambas as visões são complementares, sendo que a primeira é mais individualizada.
Para viabilizar um projeto nacional de medicina preditiva, é preciso, em primeiro lugar, garantir que os pacientes sejam proprietários de seus dados de saúde, independente da forma como acessam à saúde — através do Sistema Único de Saúde (SUS) ou por convênios particulares.
Para dar conta de toda essa informação, será necessário desenvolver formas de interoperabilidade entre os mais diferentes sistemas em uso no país, com um ID Único. Quando isso acontecer, os mais variados softwares conversarão entre si e poderão trabalhar de forma padronizada, integrando diferentes fontes de dados em um prontuário geral de cada paciente.
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“Ao ter todo o histórico de saúde do paciente integrado e acessível em um só lugar, desde exames, sinais vitais, alimentação, vacinas e comportamentos, os provedores de saúde conseguem ter uma visão 360º de toda a situação e oferecer cuidado preventivo, além de um diagnóstico mais assertivo”, comenta Moraes.
Quando o paciente chegar em uma consulta, com todo esse detalhamento, o diagnóstico do médico poderá ser outro, especialmente para doenças mais complexas. De forma geral, são três os principais benefícios associados com a adesão, de verdade, aos preceitos da saúde preditiva, como:
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