Enredos sociais e diversidade marcam desfile das campeãs no carnaval de São Paulo

O Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, voltou a ser palco de arte e samba no pé nesse sábado (21) durante o desfile das campeãs do carnaval paulistano. Mesmo com chuva, a celebração reuniu nove escolas na avenida.

As cinco primeiras colocadas do Grupo Especial retornaram ao sambódromo ao lado da campeã e da vice-campeã do Grupo de Acesso 1 — Acadêmicos do Tucuruvi e Pérola Negra — que garantiram vaga na elite para o carnaval de 2027.

Também desfilaram as escolas promovidas do Grupo de Acesso 2 para o Grupo de Acesso 1: Morro da Casa Verde (campeã) e X-9 Paulistana (vice-campeã).

A Dragões da Real, terceira colocada do Grupo Especial, levantou o público com o enredo Guerreiras Icamiabas – Uma Lendária História de Força e Resistência.

Campeã do carnaval paulistano, a Mocidade Alegre apresentou o enredo Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra, destacando a trajetória da atriz Léa Garcia e sua atuação em defesa da igualdade racial.

A escola teve um desfalque: o intérprete Igor Sorriso não participou do desfile, pois também é a voz principal da Acadêmicos do Salgueiro, que se apresentava no Desfile das Campeãs do Rio de Janeiro na mesma noite.

Outro destaque foi a Acadêmicos de Tatuapé, quarta colocada, com o enredo Plantar para colher e alimentar: tem muita terra sem gente e muita gente sem terra. Apesar de problemas técnicos com o último carro alegórico, o desfile foi concluído normalmente.

Nas redes sociais, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) celebrou a “conquista coletiva” da escola. “O quarto lugar no Samba das Campeãs em São Paulo é conquista coletiva, é memória viva, é celebração de quem constrói cultura com o pé no chão da comunidade. A homenagem da Acadêmicos do Tatuapé ecoa como um canto de alegria e força popular, mostrando que o samba nasce do trabalho diário e da união do povo”, afirmou.

Também passaram pela avenida a Barroca Zona Sul, com enredo dedicado à orixá Oxum, e a Gaviões da Fiel, que apresentou o enredo Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã, sobre cultura indígena e resistência.

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