Faustão: entenda os riscos de um transplante de coração

Foto: Reprodução Redes Sociais

Fausto Silva está na fila para realizar transplante de coração

O atual quadro de saúde do apresentador Fausto Silva
, o Faustão, o colocou na fila prioritária de transplantes de coração. Internado desde o dia 05 de agosto no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Faustão está fazendo diálise para o tratamento de um quadro de insuficiência cardíaca
e entrou na fila para receber um novo órgão.  No Brasil, a fila para aguardar um transplante é única e é gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Após ser incluído na lista, o paciente deve aguardar sua vez no atendimento, que pode sofrer alteração em casos prioritários quando o paciente encontra-se internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), como é o caso do apresentador.

Segundo o Ministério da Saúde, 378 pessoas aguardam por um transplante de coração no Brasil. Os números foram atualizados até segunda-feira (21). O estado de São Paulo é que conta com mais pacientes na lista de espera: 206.

Ainda de acordo com a pasta, 206 pessoas realizaram transplante de coração no primeiro semestre de 2023. Os números constam em painel do SUS (Sistema Único de Saúde).

Quando o transplante é necessário?

O tratamento para insuficiência cardíaca é, em um primeiro momento, feito por meio do uso de medicamentos. No entanto, quando o paciente começa a ter dificuldades em realizar atividades diárias simples como escovar os dentes, já é um indicativo da necessidade de um novo órgão, conforme explica Marcelo Cantarelli, Cardiologista Intervencionista e Membro da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista.

“Quando o paciente apresenta a necessidade de receber medicamentos na veia ou de conviver com o suporte de dispositivos mecânicos como a circulação extracorpórea, por exemplo,é um sinal de que será necessário o recebimento de um novo órgão. Nestes casos, indicamos o transplante”, acrescenta Cantarelli.

Transplante e principais riscos

Rafael Otto, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que os principais riscos neste tipo de cirurgia são a rejeição hiperaguda, a falência ou um colapso do sistema circulatório pós-implante do órgão. A taxa de sucesso das cirurgias de transplante do coração no Brasil é alta, cerca de 90%, apesar de existir o risco de morte.

A médio prazo, existem também os riscos de rejeição e de viroses devido à imunossupressão do paciente, o que o deixa mais suscetível a infecções.

“Com o advento de procedimentos como a circulação extracorpórea, ECMO, os riscos ainda existem, porém diminuíram bastante”, esclarece o cardiologista.

Existem alternativas ao transplante?

Segundo Rafael, atualmente o transplante é a única opção recomendada para os casos mais severos; no entanto, existem terapias paralelas que ajudam na espera pela cirurgia, como o ventrículo artificial, que é uma bomba que drena o sangue do coração para a aorta, desempenhando o papel do órgão.

O cardiologista destaca ainda que existe um risco mínimo de rejeição após o procedimento. Neste caso, o tratamento é feito com corticoides e medicamentos imunossupressores.

“Em quadros que se agravam muito, pode ser necessário usar a circulação extracorpórea para apoiar o paciente até a necessidade de um retransplante”, indica Otto.

A vida após o transplante

Os cuidados com a imunossupressão e infecções são pontos de atenção para o transplantado, porém não impedem de retomar sua rotina.

“O paciente retoma sua vida normal, sendo monitorado por uma equipe multidisciplinar que acompanhará seu estado de saúde em consultas periódicas, visando avaliar o aparecimento de infecções e o risco de rejeição, que será tratado com medicamentos que passarão a fazer parte de sua rotina; porém esses cuidados não limitam a vida do paciente, mas sim garantem uma melhor qualidade de vida”, afirma Marcelo Cantarelli.

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  • Redação Uberlândia no Foco

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