
Estamos encerrando o mês das Pretas, com diversas e magníficas agendas, efetivando várias ações coletivas, muito importantes para a comunidade negra uberlandense, onde fortalecemos o dia 25 de julho, empoderando parcerias e valorizando a identidade feminina negra. Para finalizar as agendas, vamos promover o I Encontro entre Mulheres Negras Urbanas, Periféricas e Rurais, suas Vidas e Suas Lutas, fazendo o compartilhamento do espaço para a reflexão e promovendo, múltiplas dimensões de ocupação de lugares de fala e resistência. Enfrentando desafios estruturais, principalmente institucionais permanentes, atravessamos estigmas tendo os nossos corpos costurados de ódio e violência, onde o patriarcalismo nos desfavorece, nos hiper-sexualiza e nos relega a posição de inferioridade tanto no plano social como no econômico e territorial.
O Encontro das mulheres negras, busca promover um debate, abrir um espaço de discussão das mulheres negras urbanas, periféricas e rurais, em um traçado de relatos e compartilhamentos de saberes, além de provocações acerca de encaminhamentos, para uma diversidade de atores sociais, públicos e privados, visando o estabelecimento de múltiplos diálogos.
O Brasil é o país com maior número de descendentes africanos, escravizados, violentados e executados, comprometendo direitos e dignidade de forma profunda e definitiva. Entre esses africanos trazidos compulsoriamente para o Brasil, estão nossas ancestrais, agentes importantíssimas na transmissão de saberes ancestrais, principalmente através da oralidade, preservando laços comunitários, contribuindo com sua resiliência para a resistência coletiva. A nós nunca é concedido o direito de sermos frágeis, sempre somos entendidas como sem valor, o que nos afeta a saúde física e mental. Nossa luta incessante, confronta um passado e um presente, permeado de injustiças, apesar de inúmeras conquistas. Para um futuro antirracista é imprescindível, que tenhamos mais momentos de encontros para a Construção uma Sociedade mais justa, inclusiva, cidadã e economicamente justa, na qual as mulheres ocupem com dignidade espaço e locais de fala.