
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que Lula já tomou a decisão de convidar os deputados André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) para ocupar postos de ministérios.
“Já tem uma decisão do presidente Lula de trazer esses dois parlamentares, que representam duas bancadas importantes do Congresso Nacinal, mas mais do que elas, podem atrair outros parlamentares, trazê-los para o governo, convidá-los para o governo, para ocupar postos de ministérios. São dois parlamentares, só podem vir para o governo ocupando postos de ministérios”, disse.
A fala de Padilha ocorre em meio a boatos sobre a possibilidade de uma reforma ministerial para aumentar o apoio ao governo no Congresso Nacional.
O ministro também esclareceu que os convites devem ocorrer ainda no mês de agosto, a partir negociações do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com as lideranças dos partidos.
“O presidente Lula gosta de fazer essa relação com as lideranças partidárias, sejam as bancadas desses partidos, sejam com as direções desses partidos.
“Como o presidente Lula vem para a Amazônia, já está hoje em Parintins [AM], vai ficar a semana toda na Cúpula da Amazônia e, depois, encerra a próxima semana no encontro do BNDES, não será possível fazer essa agenda [de convite aos parlamentares] na próxima semana”, começou.
No entanto, “essas conversas olho no olho vão acontecer no mês de agosto. E a decisão do presidente Lula já é de trazer essas forças partidárias para o governo, contribuindo com a votação dos projetos”, disse Padilha.
A declaração do ministro foi dada nesta sexta-feira (4) durante coletiva de imprensa em Belém, no Pará.
Integrantes do governo estão no estado para participar do evento Diálogos Amazônicos, que pretende elaborar políticas públicas para serem apresentadas aos chefes de Estado na Cúpula da Amazônia, nos dias 8 e 9.
A entrada do PP e do Republicanos, partidos do chamado Centrão, no governo, a partir dos novos ministros, pode representar maior possibilidade de aprovar projetos e reformas no Legislativo.
Com o apoio, Lula poderia passar a ter uma base de 374 deputados federais. Ao todo, a Câmara tem 513. Já no Senado Federal, o governo poderia passar a ter apoio de 59 entre os 81 membros da Casa.
A projeção foi apontada pela consultoria Arko Advice a partir dos planos do governo para uma reforma ministerial.
Atualmente, a estimativa do governo sobre a “base ampliada” é de 284 deputados e 49 senadores.
Considerando a bancada eleita, que são os partidos que integram a chapa de Lula diretamente, há, atualmente, aproximadamente 121 deputados e 12 senadores.
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Um dos principais expoentes do Republicanos atualmente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já declarou, em entrevista à CNN, ser contra a entrada do deputado pernambucano da legenda no governo Lula.
Tarcísio, que foi aliado e ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem se mostrado menos “bolsonarista raiz” e mais moderado. Ele segue defendendo ideiais de direita, mas é mais brando na pauta de costumes.
Apesar disso, ele já se reuniu com Lula mais de uma vez e chegou a fazer elogios aos modos do petista no trato com ele e demais políticos.
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