Microsoft quer mover 10% de sua equipe da China a países aliados

A Microsoft está solicitando que aproximadamente 10% de sua equipe da China seja realocada em países aliados – como Estados Unidos, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia. Segundo o Reuters, grande parte dos funcionários que receberam a solicitação são engenheiros que trabalham em machine learning e na divisão de computação em nuvem.

É importante mencionar que ambos são os elementos principais que determinarão quem manterá a liderança tecnológica nos próximos anos – com EUA e China disputando espaço internacional com investimentos altos e propostas para subsídios nestes setores.

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Divulgação/Microsoft

O pedido da Microsoft chegou em um momento delicado, justamente após o governo de Joe Biden determinar o aumento de tarifas dos semicondutores que vêm do território chinês. Enquanto muitos podem ver o movimento como uma tentativa de “agradar” a política norte-americana, um representante afirmou que é apenas “negócios”.

Providenciar oportunidades internas é uma parte regular de gerenciar nossos negócios ao redor do globo. Como parte deste processo, compartilhamos esta oportunidade de transferência interna opcional com o subconjunto de funcionários

Divulgação/Microsoft

A Microsoft também aponta que, mesmo com as restrições e sanções impostas à China, suas atividades no país permanecerão as mesmas e afirmam que não deve impactar nos projetos que já estão em andamento.

Continuaremos comprometidos com a China e vamos permanecer operando lá e em outros mercados

Créditos: Pixabay

Força de trabalho na China

Em 2022, a Global Times afirmou que a Microsoft tinha cerca de 9.000 funcionários dentro do território chinês – então estes quase 10% devem representar cerca de 800 membros de sua equipe que receberam proposta para outras regiões.

Considerando que o representante afirmou que as vagas eram opcionais, também é difícil estimar quantos poderiam ter aceitado a oferta. Ainda que metade se movesse para outros países, continuaria sendo um grande impacto na força-tarefa da empresa na China e poderia representar a saída de diversos talentos – dependendo de sua especialidade.

Divulgação/Microsoft

E apesar da Microsoft negar que o movimento é motivado por causas políticas, é de conhecimento público que um representante da Secretaria do Comércio dos EUA – Pat Fallon – já manifestou indignação pela presença forte da corporação na região APAC.

O que buscamos compreender é se e como o amplo uso da Microsoft por todo o governo federal dos Estados Unidos, considerando os laços próximos ao governo da China e conformidade com leis PRC intrusivas ameaçam a segurança e economia nacional. Nenhuma empresa dos Estados Unidos devia ter um papel de suporte ao governo da China. É crítico que qualquer esforço deve ser paralisado e as amplas operações chinesas tem de ser cuidadosamente examinadas

Pat Fallon

Fonte: Tom’s Hardware

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