
Com mais de meio século de excelência técnico-científica educacional, a Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia (Femec/UFU) credenciou-se, em 2016, à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). A unidade foi criada na intenção de contribuir para o ramo de novas tecnologias do comportamento mecânico e incentivar soluções modernas pelo conceito PD&I, ou seja, pesquisa de desenvolvimento e inovação.
A parceria entre a Femec e empresa definiu o projeto do Laboratório de Tecnologia em Atrito e Desgaste (LTAD) e do Laboratório de Processos de Soldagem (Laprosolda), dos professores Louriel Vilarinho e Sinésio Franco. Este concorria com mais de 57 candidatos de outras parcerias pelo apoio da Embrapii em seu desenvolvimento. Nesses espaços constam equipes de estudantes do doutorado, mestrado e da iniciação científica da UFU que realizam processos de união, soldagem, reparo, adição e caracterização mecânica, em conjunto.
Em junho deste ano, o LTAD completou 15 anos de fundação e apresentou ao público presente na cerimônia festiva a sua nova logo. (Foto: Alexandre Costa)
O contrato firmado objetiva impulsionar inovações tecnológicas relativas à metal-mecânica nas empresas com recursos não reembolsáveis de até 1/3 do valor financiado pela Embrapii. Era, inicialmente, para um período de seis anos, porém em 2021, devido ao bom rendimento deste, houve uma renegociação para se prolongar até 2026. A proposta tem a infraestrutura fornecida pela Femec/UFU, sendo o Campus Santa Mônica um grande diferencial por oferecer um equipamento atualizado e ter a disponibilidade dos discentes.
Doutor em Materiais e Processos de Fabricação, com pós-doutorado em Tecnologia da Soldagem, Louriel Vilarinho fala sobre a importância deste investimento na pesquisa: “É papel, também da universidade, mostrar que esse, por mais contraditório que possa ser, é o momento de investir em pesquisa. Porque o setor produtivo tá devagar, muitas instalações com o ritmo produtivo lento. Então, a gente tem espaço agora para promover inovações e para fazer testes.”
A Embrapii
A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial foi fundada e qualificada pelo governo federal em 2013. Desde então, ela assinou um contrato de gestão com os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); da Educação (MEC) e da Economia (ME) e formou uma rede com mais de 70 divisões ao redor do Brasil.
Como uma forma de auxílio à indústria nacional, a empresa passou a desenvolver variados programas e pontos de pesquisa em diferentes estados. Além disso, ofereceu apoio a diversas instituições de estudos científicos e tecnológicos para que estas executassem projetos de destaque às demandas empresariais do país.
Ela coopera, ainda, para o reconhecimento desses institutos e para a ampliação das oportunidades no setor industrial. Dessa maneira, potencializa sua força cooperativa ao ser condecorada por uma gestão inovadora e eficaz em relação à providência de fundos para essa área.
A presença desse centro na UFU contribui não somente para a formação dos estudantes de Engenharia Mecânica, como também para o desenvolvimento industrial do Brasil.
A relação Femec e comunidade
Responsável pela área de prospecção das novas parcerias LTAD há mais de quatro anos, Felipe Caixeta comenta sobre a importância dessa ligação público-privada para os diferentes setores em que o laboratório atua. ‘‘Desde 2016, com a aprovação da unidade Femec, os laboratórios conseguiram ampliar seus recursos para outros mercados, como o agronegócio, automotivo, siderúrgico e mineral; hoje contamos com mais de 50 parceiros que trabalham conosco direta e indiretamente’’, relata.
A miniatura de uma bomba de vareta de sucção é um artigo decorativo da fachada do bloco sede da Femec/Embrapii. (Foto: Alexandre Costa)
Ele acrescenta que essa união é extremamente necessária, pois reflete na geração de empregos, não apenas internamente, mas para as próprias indústrias que estão sob a administração do laboratório, visto que elas buscam trabalhadores dentro da equipe já especializada. “O acordo traz um outro nível de exigência do mercado e variados recursos para apoio do corpo participante. Fatores que ajudam a estruturar seus pilares que estão alicerçados tanto no desenvolvimento tecnológico industrial quanto na formação de profissionais qualificados”, aponta Caixeta.
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