
Arte: Maria Clara Medeiros
A história do futebol brasileiro se mistura com a história de atletas negros nessa modalidade. Os primeiros indícios da presença deles em clubes são de 1905. Porém, o destaque veio em 1919, quando o Brasil foi campeão do Campeonato Sulamericano, atual Copa América. Isso porque a vitória veio pelo gol marcado por Arthur Friedenreich, um negro de pele clara.
A partir desse momento, essa história passa a ter mais destaque. Seja com o título carioca do Vasco em 1923 com um time de negros e brancos, com Feitiço sendo chamado de Imperador do Futebol em 1928 ou Leônidas em toda a sua carreira. Também com Garrincha, Pelé e Didi trazendo mais da sua identidade para o meio futebolístico ou a presença de Gentil Cardoso, o primeiro técnico negro de futebol profissional no Brasil.
Toda essa história ainda é atual para quem pesquisa essa modalidade. Casos como o de Vinicius Junior na Espanha ou os relatados por torcedores do São Paulo e do Corinthians nos últimos meses provam que falar sobre o preconceito racial no esporte é um tema necessário.
Ao mesmo tempo, o governo do Brasil tem se posicionado para combater casos de racismo nos estádios. Em julho de 2023, duas leis foram sancionadas no Rio de Janeiro. A primeira, a Lei 10.053/2023, estabelece a Política Estadual Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios e Arenas Esportivas.
Outra lei sancionada no mesmo dia foi a 10.052/23. Ela define o Dia da Resposta Histórica contra o Racismo no Futebol para 7 de abril no calendário oficial do Rio de Janeiro. A data foi escolhida devido a uma atitude tomada pelo Vasco em 1924, quando recusou o pedido da Associação Metropolitana de Esportes Athléticos (AMEA) de excluir jogadores negros e operários do elenco.
Pensando nisso, convidamos o historiador e mestrando em História na Universidade Federal de Uberlândia, Eduardo Baldo Tostes, para abordar a temática da inserção do negro no futebol e o que esperar do futuro da modalidade. Ouça o episódio #89 O ser negro no futebol brasileiro.
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