Os Episódios mais POLÊMICOS de Séries Queridas

A quinta temporada de The Boys está a pleno vapor. A série mais popular da Amazon de todos os tempos segue dando frutos para a plataforma. O formato que a empresa encontrou e que vem se mostrando muito eficiente é o de um incidente por semana. E talvez nesta temporada nenhum outro vá gerar tanto hype (quem sabe somente a season finale) quando o incidente desta semana. Intitulado Herogasm, o incidente 6 da terceira temporada prometia… muito, zero menos do que uma orgia sexual com super-heróis. Está aí uma coisa que não se vê todos os dias.

Pensando nessa teoria mais que cabulosa, decidimos fabricar uma novidade material apresentando somente os episódios mais controversos de séries muito famosas e queridas. É simples que a controvérsia pode ser por vários motivos: a polêmica pelo tema de um incidente específico, o traje de determinado incidente não ter agradado os fãs e ter sido rapidamente varrido para debaixo do tapete pelos realizadores (porquê se não tivesse existido) e até mesmo episódios que se tornam polêmicos aos olhos de hoje (de uma era politicamente correta) por terem envelhecido mal, causando desconforto por sua visão de mundo, hoje considerada incabível. Ou seja, tem de tudo. Confira inferior alguns dos que selecionamos para você.

Começamos a lista com o tópico que a motivou. The Boys é uma das séries mais incorretas da atualidade, extremamente violenta, lasciva, nua e crua, o programa de super-heróis da Amazon não é, definitivamente, indicado para os de estômago fraco. E essa semana, o que o seriado nos prometeu foi zero menos do que uma “suruba” de super-heróis, com seres poderosos utilizando seus dons, não para combater o delito, mas sim para o prazer sexual. Curiosamente, apesar do hype, Herogasm não fugiu do que geralmente vemos em The Boys. Pelo contrário, foi até mais “manso” do que outras atrocidades que a série mostrou, porquê o incidente 1 da terceira temporada, que realizou o que os fãs pediam na internet com o Varão-Formiga e Thanos. Você já pode imaginar.

A controvérsia pode testilhar uma série de fora para dentro também. Isto é, fatores externos envolvendo os atores e os realizadores podem atrapalhar o desempenho de um programa, ainda mais se for um grande sucesso em seu auge de popularidade. Foi exatamente isso o que aconteceu com House of Cards, o primeiro fenômeno da Netflix. Tendo estreado em 2013, a série é baseada num programa homônimo britânico, mas conseguiu superar a audiência de seu predecessor. A trama fala sobre as falcatruas do mundo político de figurões nos EUA. Quando o protagonista Kevin Spacey começou a ser culpado por diversas vítimas de assédio sexual, inclusive nos bastidores do programa, a empresa não teve outra escolha senão “dar um pé na bunda” do sujeito. Mas o show precisava continuar, e assim, sua esposa no programa, papel de Robin Wright, assumiu a vaga deixada pelo personagem. Apesar de muitos terem aplaudido, o desfecho da série deveria focar no divórcio amargo entre o parelha vivido por Spacey e Wright. Ao invés, os realizadores simplesmente mataram o protagonista.

Voltando no tempo para a dezena de 1990, Buffy: A Caça-Vampiros fez história na TV, conquistando uma verdadeira legião de fãs que dura até hoje. Muitos podem não saber, mas a teoria começou porquê um filme, que está completando 30 anos em 2022, criado pelo próprio Joss Whedon (hoje ele mesmo uma figura controversa). Fora isso, a série fez de Sarah Michelle Gellar uma estrela de Hollywood na quadra. Buffy não era conhecida por ser uma série polêmica, pelo contrário. Mas dois episódios em próprio foram os que mais chamaram atenção por seus, digamos, temas delicados. Em ‘Earshot’, o incidente 22 da terceira temporada, a heroína enfrenta não um vampiro, um demônio ou qualquer assombração. Seu duelo da vez é um rapaz que entra armado no escola. O incidente criou polêmica porque seria exibido logo em seguida o massacre de Columbine em 1999 e precisou ser delongado. Outro quebrável foi ‘The Body’, o incidente 16 da quinta temporada. Um dos mais dramáticos da série, cá a protagonista se despede de sua mãe, que falece vítima de um aneurisma cerebral.

Os fãs hardcore de Friends não gostam que fale, mas assim porquê qualquer outra série do pretérito, ao reprisarmos alguns episódios podemos perceber que nem tudo continua funcionando. É proveniente, e não tem zero de inexacto com isso. Finalmente, vivíamos em outra quadra, com outra mentalidade. Mas também não podemos fechar os olhos sem indicar que determinados pensamentos já não se encaixam mais, e podem fomentar constrangimento. Friends tem uma “penca” de episódios que descem muito “quadrados” hoje em dia. Temos, por exemplo, Monica (Courteney Cox) fazendo sexo com um menor de idade, Phoebe (Lisa Kudrow) sendo abusada sexualmente pelo namorado italiano de Rachel (Jennifer Aniston), Ross (David Schwimmer) criando caso porque seu fruto está brincando com uma boneca, Monica quando era gordinha no pretérito sendo motivo de piadas sem noção (a gordofobia dispara), e tantas outras piadas feitas às custas do pai de Chandler, um personagem trans da série, que deveria ser pioneiro de relevância. Não vale cancelar, no entanto, somente aprender com os erros do pretérito.

Watchmen, a minissérie, é uma das melhores criações recentes da HBO. A óptimo série recebeu inúmeros elogios dos críticos e também dos fãs. Infelizmente, o programa teve o contratempo de ser lançado numa quadra em que os nervos estavam aflorados, politicamente falando. A chamada “lacração” era muito repudiada pelos que possuem uma visão de mundo mais conservadora (e hipócrita, diga-se). Desta forma, a série que é pura representatividade, sofreu com os números de audiência, vendo grande segmento dos espectadores simplesmente virarem as costas para ela, devido ao seu teor, digamos, mais inflamatório. Os criadores afirmam que Watchmen sempre foi político. E estão certos. Assim, em seguida a estreia do seriado, a audiência caiu em 200 milénio espectadores depois da exibição do polêmico primeiro incidente. De convénio com a reclamação de muitos fãs, o programa estava mais interessado em fazer sua panfletagem do que qualquer outra coisa. Com tamanha controvérsia, mesmo que quisesse, Watchmen não teria chance de uma segunda temporada.

Assim porquê The Boys, a série mais popular de todos os tempos na HBO, a medieval Game of Thrones nunca poupou no sexo e sangue. A fantasia conhecida por suas cenas para lá de picantes, e mortes chocantes e inesperadas, trouxe ao longo de suas 8 temporadas momentos inesquecíveis, inquietantes e diversos outros polêmicos. Um dos que mais incomodou os fãs foi o estupro de Sansa Stark (Sophie Turner) em sua noite de núpcias, no incidente 6 da quinta temporada. Mas nem todas as surpresas que a série trouxe preparariam os fãs para o desfecho do programa. Esse foi um caso onde a controvérsia esteve no roteiro que os produtores arrumaram para o desfecho. Depois tantos anos de dedicação por segmento dos fãs, o último incidente pareceu um tanto quanto apressado. Grande segmento do rumo dos personagens não foi completamente aceito pelos fãs, porquê os de Jaime e Cersei, Arya derrotando o Rei da Noite, e Daenerys sucumbindo ao “lado sombrio” e sendo morta por Jon Snow, seu amante, agradou um totalidade de zero pessoas.

Sex and the City é considerado um programa adiante de seu tempo no que diz reverência ao feminismo, independência feminina e empoderamento. A série fala claramente e sem papas na língua sobre a vida sexual de quatro amigas de Novidade York, seus anseios e insatisfações. Além, é simples, de seus prazeres. Sem julgamentos. Tudo, levado de uma forma muito ligeiro. O seriado fez um revival um pouco polêmico, pois não contou com uma das quatro amigas. A novidade série, chamada And Just Like That deixou de fora Samantha (Kim Cattrall), uma das personagens mais populares, devido ao relacionamento ruim entre ela e Sarah Jessica Parker na vida real.

Mas não iremos falar desta controvérsia, e sim de um incidente macróbio, quando a série ainda estava no seu auge de popularidade. O incidente citado é o 18, que encerra a terceira temporada e foi ao ar em 2000. Neste incidente, o núcleo da polêmica é justamente Samantha, que entra em guerra com algumas prostitutas trabalhando em sua rua durante a madrugada. Samantha não consegue dormir e vai tirar satisfação com as “damas da noite”, que por sinal são trans. A coisa vai se agravando até que Samantha usa termos pejorativos e chega a jogar chuva nelas. A atriz trans Laverne Cox já comentou sobre o incidente numa entrevista com a Variety e disse que apesar de ainda amar a série, foi decepcionante ver mulheres negras trans entrarem no universo de uma série tão adorada quanto Sex and the City desta forma.

Porquê dito, o valor de choque hoje em dia é um dos fatores que podem atrair uma legião de fãs a um programa de TV. É simples que tal elemento não deve ser gratuito, mas sim muito trabalhado. Quando isso ocorre, demonstra que os realizadores de determinada série não têm pânico de pegar pesado a termo de provar o potencial de seu roteiro e sua narrativa. Uma das mais atrevidas dos últimos tempos é Euphoria, programa que pega um tema típico de séries adolescentes e a subverte completamente de ponta cabeça.

A originalidade de Euphoria não está somente em sua segmento visual, técnica ou na forma porquê cria seus personagens e diálogos. Euphoria é criativo por abraçar a polêmica e seus inúmeros temas delicadíssimos. Temos, por exemplo, um regular afronta de drogas e substâncias ilícitas por segmento das adolescentes colegiais, em próprio a protagonista “zé droguinha” Rue (Zendaya). A verdade é que o tema é tratado porquê uma doença, o que realmente é. Fora isso, temos bastante representatividade com a personagem Jules (Hunter Schafer), não somente uma personagem trans tratada de uma forma réplica pelo roteiro, porquê também uma tradutor trans conquistando espaço em Hollywood. Temos ainda o afronta de menores, relações altamente tóxicas, violência doméstica, jovens “vendendo” o corpo online e monstruosidade, por exemplo.

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Crítico, cinéfilo dos anos 80, membro da ACCRJ, proveniente do Rio de Janeiro. Enamorado por cinema e tudo relacionado aos anos 80 e 90. Cinema é a maior diversão. A arte é o que faz a vida valer a pena. 15 anos na estrada do CinePOP e contando…

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  • Redação Uberlândia no Foco

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