
O Agente Secreto perdeu neste domingo (15) o Oscar de melhor filme para Uma Batalha Após a Outra, na 98ª edição da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, realizada em Los Angeles. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa brasileiro concorria na principal categoria da noite.
O vencedor, dirigido por Paul Thomas Anderson, acompanha um ex-revolucionário levado de volta ao confronto para proteger a filha. Ao longo da temporada, o filme foi lido pela crítica e pela cobertura internacional como uma obra atravessada por temas como autoritarismo, racismo, imigração, corrupção e avanço do conservadorismo nos Estados Unidos.
Além de melhor filme, O Agente Secreto chegou ao Oscar 2026 indicado a melhor ator, com Wagner Moura, melhor elenco e melhor filme internacional. Apesar de não ter conquistado nenhum dos prêmios, o desempenho colocou a produção entre as de maior alcance recente do cinema brasileiro na Academia.
Ambientado no Recife de 1977, o filme acompanha Marcelo, especialista em tecnologia que retorna à cidade em meio ao Carnaval tentando reencontrar o filho enquanto foge de perseguidores. A trama se passa durante a ditadura militar e é marcada por perseguição, vigilância e repressão política.
Na disputa de melhor filme, O Agente Secreto concorreu com Bugonia, F1, Frankenstein, Hamnet, Marty Supreme, Uma Batalha Após a Outra, Valor Sentimental, Pecadores e Sonhos de Trem. A presença do longa brasileiro na categoria principal ampliou a participação do país na edição de 2026 da premiação.
Mesmo sem a estatueta, a indicação de O Agente Secreto mantém o Brasil em evidência no Oscar um ano depois de Ainda Estou Aqui vencer melhor filme internacional, em 2025. A presença consecutiva de produções brasileiras entre os destaques da cerimônia reforça a circulação recente do cinema nacional em festivais e premiações internacionais.