
Quando o Jeep Renegade foi lançado no Brasil em 2015, inaugurou uma nova era de modelos nacionais da marca, todos feitos em Goiana (PE). Porém, o lançamento mais importada da empresa para 2026 no mercado nacional será abrigado em outra casa da Stellantis: Porto Real (RJ). A linha de montagem fluminense do conglomerado que completou 25 anos em 1 de fevereiro.
Com construção iniciada em 1998, o início de fato da produção de carros começou em 2001, com as linhas Peugeot 206 e Citroën Xsara Picasso. A produção de ambas seguiu até o ano de 2024, quando a Peugeot decidiu finalizar a produção da primeira geração do 2008 no país e transferiu a fabricação da segunda interação do SUV para a Argentina. Desde então, a linha de montagem estava focada na produção da família Citroën C3, com hatch, Aircross e Basalt.
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Fonte: Stellantis
Agora em 2026, a fábrica de Porto Real iniciará a produção do Jeep Avenger, amalgamando ainda mais as operações da Stellantis no Brasil. “Celebrar os 25 anos de Porto Real é celebrar uma história de competência industrial e de gente que faz acontecer. E poder escrever o próximo capítulo com a produção do Jeep Avenger em 2026 é simbólico: traz a Jeep para uma fábrica moderna, de alta tecnologia, em uma região que combina perfeitamente com o nosso espírito de aventura”, afirma Hugo Domingues, Head da marca Jeep para a América do Sul.
Enquanto isso, a marca segue sem dar uma data específica ou quaisquer detalhes técnicos sobre o Jeep Avenger nacional que chega neste ano. Porém, a escolha de Porto Real faz sentido. Diferente de Renegade, Compass e Commander, o futuro menor integrante da família Jeep utiliza a base CMP, que evoluiu para a Smart Car e é comumente usada por modelos da Peugeot e da Citroën.
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Fonte: Stellantis
Bastante compacto, o novo Jeep Avenger possui 4,08 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,53 m de altura e 2,56 m de entre-eixos. Comparado ao Renegade, o Avenger é 22 centímetros mais curto, mas tem entre-eixos apenas 1 cm menor. Seu porta-malas, por outro lado, é maior: acomoda 380 litros, contra 320 litros do irmão mais robusto. Dessa forma, o modelo deve ocupar a mesma faixa de mercado dos novos SUVs de entrada, como VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian.
Ainda não se sabe qual motorização será utilizada, mas não será surpresa o uso do propulsor 1.0 T200 de três cilindros das demais linhas, possivelmente já com a tecnologia híbrida leve de 12V presente em Fiat Pulse, Fastback, Peugeot 208 e 2008. Sem o sistema híbrido, C3, Aircross e Basalt também usam esse propulsor e já são produzidos em Porto Real.