
Djorden Santos em pesagem do UFC. Foto: Reprodução/Instagram @djordensantosufc
Em busca de retornar ao caminho das vitórias e determinado a mudar sua vida de cabeça para baixo para realizar feito, Djorden Santos se prepara para retorno triunfal ao octógono do UFC. Após estreia frustrada onde foi derrotado em pontuação polêmica dos juízes, o brasileiro decidiu abdicar de seu conforto para evoluir profissionalmente no MMA.
Em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, ‘Shakur’ como é conhecido, revelou bastidores de sua decisão em se mudar para os Estados Unidos, se afastando de sua esposa e família; comemorou oportunidade de estar treinando na renomada American Top Team e apontou nomes que deseja enfrentar a seguir em sua trajetória no peso médio (até 83,9kg.).
“Foi meio que um baque para todo mundo, inclusive para mim. Não era algo que eu tinha em mente até perder a luta, até o resultado, a experiência na semana da luta. Vi que tinha coisas para melhorar, então foi algo muito novo. Tomei essa decisão voltando para o Brasil. Minha escala foi em Miami, Las Vegas estava muito frio e eu não me adapto ao frio, porque sou de Brasília e lá é muito quente. Só que quando pisei em Miami, tinha o sol, uma energia bem maneira parecida com o Brasil”

Djorden durante treino em Brasília. Foto: Reprodução/Instagram @djordensantosufc
Decidido a morar em Miami, Djorden rapidamente foi acolhido pela American Top Team, centro de treinamento que abriga atletas como Alexandre Pantoja, Dustin Poirier, Renato Moicano e diversos talentos. Segundo o brasileiro, a experiência tem sido de grande valia.
“Cheguei com todo apoio da American Top Team. Estou na casa que é da academia, é uma casa dos atletas. Moro com o Omar Sy, que vai lutar contra o Alonzo Menifield dia 14 de junho. É um ambiente muito competitivo, a gente está sempre aqui se ajudando, sempre com a cabeça na competição, a gente respira, dorme e acorda com isso. Tem sido um fator positivo nessa nova caminhada. É uma imersão que tem dado bons frutos. Foi bem difícil no começo que senti falta da galera, da esposa, conforto da casa (…) mas no final o peso na balança foi para as oportunidades que estou tendo aqui e portas que estou abrindo”

Djorden Santos treina atualmente na American Top Team. Foto: Reprodução/Instagram @djordensantosufc
Protagonista de luta emocionante em sua estreia contra Ozzy Diaz, Santos percebeu que toda raça gerou frutos positivos com a organização. Apesar dos diversos convites para ingressar imediatamente em eventos grandes do UFC, o lutador explicou motivo para negar oportunidades.
“Assim que cheguei da minha luta tomei uma suspensão de 45 dias, apesar de não ter tomado nocaute a minha luta foi muito dura. Engraçado que quando cheguei nos EUA acho que ainda estava suspenso e o UFC já me ligou me chamando para lutar no Canadá, não tinha nem oponente ainda, só perguntaram se eu queria estar no card. Ai falei: ‘vim para cá, me mudei, fiz mudança de equipe, eu poderia pegar essa luta, mas vou ser fiel aos meus fãs, vou respeitar o tempo da minha evolução’”
“E aí me ofereceram outra luta em junho, que seria na Semana Internacional da Luta (UFC 317), então apesar de eu não ter pego essa luta, fico muito feliz deles me mandarem grandes eventos, querendo show. Creio que eles tenham gostado muito da minha estreia”

Djorden Santos após luta contra Ozzy Diaz. Foto: Reprodução/Instagram @djordensantosufc
De olho no vasto plantel dos médios, Shakur não deseja nada além do que estragar a invencibilidade de ‘atleta flolcórico’ da divisão. Além de Torrez Finney, Djorden apontou segunda opção caso rival decida evitar confronto.
“Hoje eu olho no peso médio e vejo duas lutas que me abrilhantariam muitos os olhos: Torrez Finney, é um cara que é invicto, tem uma certa popularidade, lutou três vezes no Contender Series. É um cara que se não me engano treina aqui na Flórida, então estamos na mesma região, seria um bom duelo para ver quem é o rei da Flórida. Vim do Brasil para dominar. Já deixei bem claro ao UFC que queria lutar contra ele. Ele é um cara que faz lutas entediantes, feias, chatas e eu adoraria botar esse cara para lutar (…) provavelmente em um round, um round e meio ele já ia sucumbir, ia ser fantástico fazer meu primeiro nocaute na organização”
“O segundo é um cara que eu queria lutar na estreia, que não veio a calhar e posteriormente ele perdeu para um cara aqui da academia que foi o campeão da última temporada do The Ultimate Fighter, Ryan Loder. Wrestler de Ohio, foi nocauteado na estreia. Somos dois caras que tivemos um revés na estreia, mas somos de alto nível, essa derrota não define a gente. Seria TUF contra Contender Series, trocação x grappling”

Torrez Finney (dir) em vitória no Dana White Contender Series. Foto: Reprodução/Instagram
Apesar de ser conhecido pelo alto talento no boxe e pelo estilo agressivo, Djorden garante estar pronto para encarar adversários com carro-chefe na luta agarrada.
“Tenho (confiança) na minha luta agarrada, na minha defesa de queda. Não tive oportunidade de mostrar meu chão, mas sou faixa preta, tenho jiu-jitsu para trocar, se você olhar 80, 90% das minhas vitórias são por finalização, tenho jiu-jitsu para mostrar. Só cheguei no UFC, tenho muita coisa para mostrar”, concluiu.