Quem é o militar de Israel que deixou o Brasil após ser alvo da Justiça por supostos crimes de guerra

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Yuval Vagdani integra o 432º Batalhão das Brigadas Givati. De acordo com a Fundação Hind Rajab (HRF, na sigla em inglês), uma organização internacional sediada na Bélgica que defende os direitos palestinos e foi a autora da petição que resultou na decisão da Justiça brasileira, o soldado teria participado de demolições massivas de residências civis em Gaza, em meio a uma campanha sistemática “de destruição”.

“Esses atos fazem parte de um esforço mais amplo para impor condições de vida insuportáveis aos civis palestinos, o que constitui genocídio e crimes contra a Humanidade segundo o direito internacional”, afirmou a organização.

De acordo com informações contidas nos autos judiciais, aos quais o portal Metrópoles teve acesso, o soldado publicou um vídeo no Instagram com imagens do corredor Netzarim dias antes da demolição.

“Que possamos continuar destruindo e esmagando este lugar imundo, sem pausa, até os seus alicerces”, dizia a legenda do post.

O militar também teria posado em frente a escombros de imóveis na área, em meio à colocação de explosivos para a demolição.

Segundo o embaixador israelense Daniel Zonshine, a saída do soldado, que estava na Bahia, foi acompanhada pela representação de seu país na capital federal. Houve contatos telefônicos e um representante da embaixada foi ao aeroporto aguardar que Vagdani deixasse o território brasileiro.

— Acompanhamos à distância o processo de saída dele, para sabermos qual a sua situação. Nós acompanhamos a saída. A decisão e a ação foram dele — disse Zonshine, neste domingo.

Sem dar detalhes, ele acrescentou ter conversado com o militar por telefone, com o objetivo de garantir uma saída rápida e segura. Informações extraoficiais apontam que o soldado deixou o Brasil pelo aeroporto de Salvador e seguiu para a Argentina.

Procurado, o Itamaraty não se manifestou.

Em nota divulgada neste domingo, o governo israelense ressaltou que Israel está exercendo seu direito à autodefesa, após o “massacre brutal cometido pelo grupo terrorista palestino Hamas, em 7 de outubro de 2023”. O texto assegura que todas as operações militares em Gaza são conduzidas em total conformidade com o direito internacional.

“Os verdadeiros perpetradores de crimes de guerra são as organizações terroristas, que exploram populações civis como escudos humanos e utilizam hospitais e instalações internacionais como infraestrutura para atos de terrorismo direcionados a cidadãos israelenses”, diz um trecho do comunicado.

O governo de Israel reafirmou que o país tem sido alvo de uma campanha global, marcada por denúncias ilegais. De acordo com a nota, a HRF está explorando “de forma cínica os sistemas legais para fomentar uma narrativa anti-Israel tanto globalmente quanto no Brasil”.

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