Tripulante de caça dos EUA abatido pelo Irã é resgatado, diz imprensa estadunidense

Após a notícia de que dois caças dos Estados Unidos foram abatidos por sistemas de defesa aérea do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) no centro do Irã nesta sexta-feira (3), veículos de comunicação dos Estados Unidos informaram que um dos tripulantes das aeronaves foi localizado e retirado da zona do incidente por equipes de resgate. Segundo a rede CBS, o piloto conseguiu ejetar e foi resgatado. O outro continua desaparecido até o momento.

O Pentágono havia confirmado que mobilizou unidades para realizar buscas na região logo após a interrupção do contato com os caças que operavam na área.

Já a agência de notícias iraniana Tasnim apresentou uma versão divergente sobre a operação de salvamento. Segundo as fontes da agência os esforços de Washington para o resgate não atingiram o objetivo inicial.

Durante o dia, a emissora associada da televisão estatal iraniana em Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país, divulgou imagens da derrubada de duas aeronaves militares dos Estados Unidos. Foi a primeira vez, desde o início do conflito em 28 de fevereiro, que destroços de uma aeronave de combate abatida são fotografados em solo iraniano. Em um comunicado divulgado pela mídia estatal, o Exército iraniano confirmou o ataque.

“Há uma hora, uma aeronave modelo A-10, pertencente ao inimigo americano-sionista agressor, foi alvo após ter sido detectada e enfrentada pelos sistemas da rede integrada de defesa aérea do país, nas águas do sul, próximo ao Estreito de Ormuz”.

Relatórios provenientes da internacional indicam que os abates do F-15E e do F-35 ocorreram em pontos geográficos distintos. O Ministério da Defesa do Irã sustenta que ambas as unidades entraram no espaço aéreo nacional antes de serem atingidas pelos projéteis defensivos.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) forneceu detalhes de uma operação militar realizada por suas forças navais e aeroespaciais na manhã da mesma sexta-feira contra sistemas de radar e equipamentos marítimos dos EUA.

Segundo um comunicado de imprensa da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), na primeira fase da ofensiva, navios anfíbios estadunidenses foram destruídos no porto de Shuwaikh, no Kuwait, utilizando mísseis balísticos. Além disso, um sistema de radar de alerta antecipado localizado na base de Jabal al-Dukhan, no Bahrein, foi neutralizado em um ataque com drone.

O ataque seria uma resposta às ameaças do presidente Trump, que havia prometido destruir a infraestrutura iraniana, declarando em sua rede Truth Social: “As pontes serão as próximas, depois as usinas elétricas!”. No dia anterior, uma ponte próximo à Teerã havia sido destruída.

Para Trump, nada mudou

Após a divulgação das imagens, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou os Estados Unidos, relacionando o incidente com o caça às diversas vezes que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter derrotado o Irã em publicações nas redes sociais e discursos oficiais.

“Após derrotar o Irã 37 vezes seguidas, essa brilhante guerra sem estratégia que eles começaram agora foi rebaixada de ‘mudança de regime’ para ‘Ei! Alguém pode encontrar nossos pilotos? Por favor?🥺’ Uau. Que progresso incrível. Gênios absolutos”, escreveu na sua conta nas redes sociais.

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente a perda dos equipamentos militares, mas afirmou que o fato não interrompe as intenções de diálogo diplomático. “Não, de forma alguma. Isto é guerra. Estamos em guerra”.

O político instou as autoridades iranianas a buscarem um acordo, mantendo o posicionamento de que o revés militar não deve impedir o avanço das conversas entre as nações.

As autoridades de Washington e Teerã mantêm divergências quanto aos desdobramentos técnicos e humanos deste e de outros incidentes.

Segundo a Guarda Revolucionária, desde o início do conflito, foram abatidos dois F-35, um F-18, dois F-16 e quatro F-15, além de 155 drones de diversos tipos. Os EUA confirmaram oficialmente a perda de três F-15 em um suposto episódio de fogo amigo e de um avião-tanque KC-135, além de 13 militares mortos e 348 feridos em combate.

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