
Em sua primeira entrevista coletiva desde a eleição nos Estados Unidos, na qual saiu vencedor, Donald Trump citou dados já desmentidos sobre vacinas e autismo, prometeu cortar impostos, retomar a construção de um muro na fronteira e declarou que conversará com os líderes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para pôr um fim à guerra desencadeada pela invasão russa em fevereiro de 2022. Falando de sua propriedade em Mar-a-Lago, na Flórida, o republicano usou sua aparição para passar de um tema a outro durante uma apresentação de uma hora que lembrou seus longos encontros com a imprensa durante seu primeiro mandato (2017-2021).
— Falaremos com o presidente Putin e falaremos com Zelenski e os representantes da Ucrânia. Temos que parar isso, é uma carnificina — declarou o republicano a jornalistas.
Trump se recusou a dizer se conversou com Putin desde a eleição de novembro, mas repetiu a alegação de que a Rússia não teria invadido a Ucrânia sob sua administração. Ele também afirmou que o líder ucraniano deveria estar disposto a fazer um acordo com Moscou para encerrar a guerra — sem especificar o que Zelensky deveria ceder, apenas reforçando que negociações são necessárias para evitar mais mortes. O americano ainda sugeriu que pode reverter a permissão concedida pelo democrata Joe Biden para que a Ucrânia use mísseis americanos dentro do território russo, classificando a medida como “um grande erro”.