VW traz de volta o Golf GTI V6 sem teto com 503 cv

Não parece, mas já faz cinquenta anos que a Volkswagen decidiu apostar em uma versão esportiva do seu pacato hatch médio, transformando-o em um bólido prático e, ao mesmo tempo, capaz de enfrentar gente grande dentro das pistas. Estamos falando do Golf GTI, atualmente em sua oitava geração. E, para aproveitar o momento, a VW está relembrando alguns dos modelos mais especiais de sua história.

Dentre eles, a marca resolveu lembrar de um modelo considerado até um pouco obscuro, visto que nasceu como um conceito virtual para o jogo Gran Turismo, no já longinquo ano de 2014. É o Golf GTI Roadster. Como o próprio nome indica, ele dispensa o teto em favor de um visual bem – e bota bem – mais esportivo. 

Na época, as cores eram majoritariamente em vermelho ou branco, mas para 2026 a VW deu a ele uma leve repaginada em verde. É provável que seja uma referência ao tom exclusivo Dark Moss Green Metallic do Golf GTI especial de cinquenta anos, vendido em alguns mercados.

Enquanto a VW costuma jogar no seguro com o design do Golf GTI desde o seu lançamento, em 1976, aqui claramente não foi o caso. Baseado no Mk7, mas sem teto e sem o banco traseiro, o Roadster recebeu uma carroceria totalmente nova, com as colunas C reaproveitadas como uma barra de proteção e portas que se levantavam para cima, à moda de superesportivo.



Foto de: Volkswagen

Na prática, sobrou pouco do DNA do Golf no visual. Das entradas de ar no capô à enorme asa traseira, o conceito parece algo muito mais radical do que um GTI, independentemente da geração. Sem qualquer intenção de colocá-lo em produção, a VW se permitiu sonhar alto sem se preocupar com exigências de homologação.

Apesar do visual digno de um Hot Wheels, o conceito manteve a configuração de motor dianteiro e o câmbio automatizado de dupla embreagem DSG de sete marchas, mas as semelhanças com o hatch esportivo de rua praticamente param por aí.



Foto de: Volkswagen

Embora todos os GTIs tenham sido de tração dianteira, o Roadster adotou um conjunto de tração integral semelhante ao do topo de linha Golf R. O conceito exclusivo W12 citado anteriormente também quebrou a tradição ao usar tração traseira.

Sob as aletas do capô havia um V6 3.0 biturbo com 510 cv e 57 kgfm de torque, enviados para rodas aro 20” com sistema de fixação central (center-lock). O Golf GTI Roadster podia acelerar de 0 a 100 km/h em 3,6 s e atingir 309 km/h de velocidade máxima.



Foto de: Volkswagen

Graças ao sistema 4Motion, ele era até um décimo de segundo mais rápido de 0 a 100 km/h do que o monstro W12 com tração traseira, embora o Golf com motor Bentley tivesse maior final: 325 km/h. É de se imaginar que cortar o teto resultaria em um peso mais baixo, não é mesmo? Mas com a tração integral e um V6 maior, o conceito não era exatamente leve.

Ele pesava 1.421 kg, sendo ligeiramente mais pesado que o Golf GTI Mk7 de duas portas (a última geração a abrir mão das portas traseiras). Freios maiores nos dois eixos, além de pneus largos 235/35 ZR20 na dianteira e 275/30 ZR20 na traseira, também contribuíram para o aumento do peso.



Foto de: Volkswagen

É claro que é improvável que a VW algum dia produza um Golf tão fora da caixa algum dia, mas a gente torce para ver mais conceitos assim. É fascinante observar como um hatch compacto do dia a dia pode ser transformado em algo muito mais empolgante, mesmo que fique restrito a uma peça única. Embora o GTI Roadster tenha imaginado um futuro que nunca se concretizou, ao menos o hot hatch “de verdade” continua por aí.

Quando o conceito apareceu pela primeira vez, há 12 anos, a VW o chamou de “o GTI mais espetacular de todos”. Avançando para 2026, essa frase ainda faz sentido – e é difícil imaginar como a alemã conseguirá superá-lo. A gente ficaria feliz em ver o Golf GTI recuperar o câmbio manual, mas essa é uma conversa para outro dia.

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