Trinta e dois trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma fazenda de café localizada na zona rural de Perdizes, no Alto Paranaíba. A fiscalização, realizada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, ocorreu no dia 21 e foi divulgada na segunda-feira, 27, após a conclusão dos procedimentos para a proteção das vítimas.
Durante a operação, os auditores encontraram os trabalhadores colhendo café sem registro formal de contrato, em jornadas exaustivas e sem acesso a condições adequadas de saúde, higiene e segurança. As irregularidades incluíam a falta de água potável, instalações sanitárias, locais adequados para refeições e descanso, além da ausência de equipamentos de proteção individual.
Os trabalhadores também não tinham registro em carteira e não contavam com garantias básicas previstas pela legislação. A fiscalização constatou que eles eram submetidos a longas jornadas sem intervalos regulares durante a colheita.
Após identificar as irregularidades, a Auditoria-Fiscal determinou a suspensão imediata das atividades e notificou o empregador para regularizar os vínculos trabalhistas. O valor total a ser pago aos trabalhadores é de aproximadamente R$ 1,09 milhão, incluindo verbas rescisórias e indenizações por danos morais.
A operação contou com o apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Militar de Minas Gerais, integrando as ações de combate à exploração trabalhista no país. Casos semelhantes podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, uma plataforma que permite o envio de denúncias de forma segura e anônima.











