O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciou que Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, recebeu tratamento diferenciado durante sua detenção na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo. A advogada está presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A denúncia foi formalizada à Direção-Geral da Polícia Penal, que agora deve investigar as alegações. O sindicato solicita a abertura de um processo administrativo e disciplinar para responsabilizar os envolvidos nas irregularidades.
Irregularidades no tratamento de Deolane
Segundo o Sinppenal, ao chegar à penitenciária, Deolane foi recebida pelo diretor da unidade, uma prática que não segue o protocolo habitual. Além disso, foi ordenado o esvaziamento de uma sala de espera, normalmente utilizada por outras detentas, para acomodá-la.
Informações adicionais indicam que a influenciadora teve acesso a refeições preparadas para os funcionários, em vez das refeições destinadas às prisioneiras. Ela também foi beneficiada com um chuveiro elétrico privativo e uma cama diferente das celas comuns, que são de concreto.
O acesso de agentes penais à sala onde Deolane estava foi restrito, o que, segundo a denúncia, comprometeu a fiscalização e a segurança da unidade. O sindicato argumenta que essas ações violam a Lei de Execução Penal, que garante igualdade de tratamento a todos os detentos.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a alocação de Deolane foi feita conforme determinação judicial, que reconheceu seu registro como advogada. A SAP afirmou que sua atuação foi limitada ao cumprimento das ordens do Poder Judiciário.
A situação na penitenciária de Santana é preocupante, com uma superlotação que ultrapassa a capacidade de 2.686 vagas, registrando 2.822 detentas. A falta de recursos e a escassez de policiais penais agravam ainda mais a situação, dificultando o atendimento às necessidades das prisioneiras.











