O mercado físico do boi gordo em São Paulo apresentou queda nas cotações, refletindo um aumento na oferta de animais para abate e um consumo interno de carne bovina enfraquecido. Essa situação, observada na segunda quinzena de maio, impacta diretamente a cadeia produtiva e a economia rural.
De acordo com análises de consultorias, como Scot Consultoria e Safras & Mercado, os frigoríficos estão se sentindo mais confortáveis nas negociações, o que tem permitido tentativas de compra em patamares menores. Essa dinâmica pressiona os preços de diversas categorias bovinas, incluindo o boi China e a novilha.
Queda nas cotações e aumento da oferta
As cotações do boi gordo comum e da vaca se mantiveram estáveis, mas a novilha sofreu uma desvalorização de R$ 3,00 por arroba, enquanto o boi China recuou R$ 2,00. O aumento da oferta de animais terminados resultou em escalas de abate que agora atendem, em média, nove dias úteis, o que favorece a operação dos frigoríficos.
A pressão sobre os preços é acentuada pela desaceleração nas vendas de carne bovina no mercado interno, especialmente no final do mês, quando a capacidade de consumo da população diminui. Essa situação preocupa os produtores, que enfrentam um cenário desafiador.
Impacto em outras regiões
O recuo no mercado do boi também foi sentido em Mato Grosso e Acre. Em Mato Grosso, a região Norte registrou novas desvalorizações, com queda de R$ 3,00 por arroba para o boi gordo e a novilha. As escalas de abate variaram entre sete e dez dias, indicando um conforto operacional para os frigoríficos.
No Acre, a cotação do boi gordo caiu R$ 2,00 por arroba, enquanto as fêmeas tiveram uma desvalorização de R$ 3,00. Essa tendência de baixa reflete um cenário de pressão em várias regiões do Brasil.
Desempenho das exportações
Apesar das dificuldades no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil continuam a mostrar um desempenho robusto. Nos primeiros dez dias de maio, o país exportou 141,349 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 913,250 milhões.
O crescimento nas exportações é um fator crucial para a sustentação do setor pecuário brasileiro em 2026. Com a demanda interna enfraquecida, as vendas externas se tornam ainda mais importantes para equilibrar a economia do agronegócio e garantir a rentabilidade dos produtores.











