O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu, nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, não encerrar o inquérito que investiga o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão, Lúcio Vieira Lima, por suposta lavagem de dinheiro. A decisão mantém a continuidade das investigações que envolvem a simulação de contratos de locação de maquinário agrícola e transações de compra e venda de gado.
A investigação, que já se arrasta desde 2019, foi inicialmente remetida à Justiça Federal do Distrito Federal. Isso ocorreu quando Geddel não ocupava mais um cargo público, seguindo a interpretação do STF sobre foro privilegiado. Contudo, com a mudança nas regras do foro em 2025, o caso retornou à responsabilidade de Moraes.
Desdobramentos e Implicações
Os irmãos Vieira Lima, junto a outros investigados, tentaram arquivar o inquérito, alegando que ele se baseia na Operação Cui Bono, que já foi considerada nula pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em abril, Moraes já havia negado um pedido similar, e a defesa voltou a insistir sem sucesso.
O ministro destacou que a investigação está em andamento e que diversas diligências já foram realizadas, além de um relatório apresentado pela Polícia Federal. Para Moraes, o encerramento do inquérito neste momento seria “absolutamente prematuro”.
Além disso, Moraes esclareceu que os autos estão sob análise do Ministério Público Federal, que poderá, a qualquer momento, apresentar uma denúncia. Ele enfatizou que os investigados não têm a prerrogativa de direcionar a atividade investigativa.
Essa decisão de Moraes reflete a postura do STF em manter a rigorosidade nas investigações de corrupção e lavagem de dinheiro, temas que têm gerado grande repercussão na sociedade brasileira. A continuidade do inquérito pode impactar não apenas os envolvidos, mas também a percepção pública sobre a eficácia do sistema judiciário no combate à corrupção.











