O mercado da soja enfrenta desafios significativos no Brasil e em Chicago, com custos elevados e prêmios em queda. A pressão sobre os preços é refletida pela cautela de produtores e investidores, que acompanham de perto as tensões geopolíticas no Oriente Médio e as oscilações do mercado de petróleo.
No Brasil, a colheita avança, mas os produtores lidam com margens apertadas e um aumento nos custos logísticos. A situação é ainda mais complexa com o planejamento da safra 2025/26, que gera incertezas sobre a rentabilidade futura.
Desigualdade na produtividade da soja no Sul do Brasil
O Rio Grande do Sul, que já colheu 98% da área cultivada, apresenta uma produtividade média de 2.871 quilos por hectare. Essa média esconde grandes variações, com áreas irrigadas superando 4 mil quilos por hectare, enquanto lavouras afetadas pela seca registram menos de mil quilos.
Em Santa Catarina, apesar do bom ritmo de exportações, os produtores enfrentam a pressão dos altos custos de frete e a dependência de estruturas de armazenagem. Isso limita a rentabilidade, mesmo com preços de mercado em R$ 131,00 por saca.
No Paraná, o estado alcançou um recorde nas exportações de soja, com 5,3 milhões de toneladas embarcadas no primeiro quadrimestre de 2026. Contudo, os produtores permanecem cautelosos devido ao aumento dos custos de produção e preocupações climáticas.
Em Mato Grosso do Sul, a produção consolidada foi de 17,759 milhões de toneladas, mas os produtores do sul do estado ainda aguardam indenizações por perdas devido à estiagem. Já em Mato Grosso, o mercado está travado, com atenção voltada para os custos projetados para a próxima safra.
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja operaram em queda, influenciados pelas tensões no Oriente Médio. O clima no Corn Belt e a demanda chinesa também são fatores que os investidores monitoram, pois podem impactar os preços e a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
Embora a soja brasileira continue competitiva, o recuo dos prêmios nos portos limita o avanço das cotações internas. Esse cenário de incerteza exige que produtores e tradings adotem uma postura cautelosa, enquanto buscam estratégias para mitigar os impactos das oscilações do mercado.











