A carne bovina brasileira está conquistando novos espaços no mercado chinês, com um total de US$ 1,7 bilhão em prospecções e uma estratégia de expansão que visa o interior do país. A iniciativa foi liderada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), através do projeto Brazilian Beef.
A missão, que ocorreu entre os dias 12 e 21 de maio, incluiu visitas a Pequim, Chongqing e Xangai, onde foram firmadas parcerias comerciais e fortalecidas relações institucionais. Este esforço é um reflexo do potencial do Brasil como maior exportador mundial de carne bovina, especialmente em um mercado que continua a crescer.
Expansão no Interior da China
Chongqing, uma das regiões mais populosas do interior chinês, foi um dos focos da missão. Com cerca de 32 milhões de habitantes e uma forte cultura de consumo de carne bovina, a cidade se mostrou um mercado promissor. Durante o evento “The Beef and Road”, foram gerados US$ 22 milhões em negócios imediatos e US$ 538,1 milhões em prospecções para o próximo ano.
O presidente da ABIEC, Roberto Perosa, ressaltou que o interior da China representa uma nova fronteira para as exportações brasileiras. O aumento do consumo de proteína bovina e a expansão da classe média chinesa são fatores que podem impulsionar ainda mais as vendas do Brazilian Beef.
A participação do Brasil na SIAL Shanghai 2026, uma das maiores feiras de alimentos da Ásia, também foi um marco significativo. Com um pavilhão recorde e a presença de 29 empresas associadas, o evento consolidou o protagonismo do Brasil no setor de proteína animal, atraindo a atenção de compradores internacionais.
Os frigoríficos brasileiros encerraram a feira com negócios imediatos de US$ 157 milhões e a expectativa de US$ 1,7 bilhão em novas vendas. A presença do projeto Brazilian Beef, em parceria com a churrascaria Barbacoa, destacou cortes como picanha e filé mignon, atraindo o interesse dos consumidores locais.
Além das negociações comerciais, a missão também incluiu um acordo para modernizar a logística de exportação da carne bovina brasileira, visando a construção de estruturas refrigeradas e centros de distribuição. Essa iniciativa busca aumentar a eficiência e a segurança das exportações, beneficiando tanto os produtores brasileiros quanto os consumidores chineses.
A participação de autoridades brasileiras, como o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reforçou a importância estratégica da China para o agronegócio nacional. Com um mercado em expansão e novas oportunidades surgindo, a carne bovina brasileira se posiciona de forma competitiva no cenário internacional.











