Uberlandia, MG Sex, 02 de outubro
20° Máx. 21° · Mín. 19° Garoa
Previsão para Uberlândia Hoje: garoa
Amanhã, 03/10 26° 19° 92% chuva
dom, 04/10 28° 20° 87% chuva
seg, 05/10 26° 20° 73% chuva
ter, 06/10 26° 19° 68% chuva
qua, 07/10 29° 19° 66% chuva
qui, 08/10 30° 20° 40% chuva
sex, 09/10 30° 21° 31% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Atualização: Litoral norte fluminense com 25% da costa instável
Imagem: Reprodução
Últimas notícias

Atualização: Litoral norte fluminense com 25% da costa instável

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

Um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que mais de 25% da zona costeira do litoral norte fluminense está em situação instável. A pesquisa, que analisou quatro décadas de degradação do solo, identificou áreas críticas de erosão, desmatamento e expansão urbana acelerada.

A faixa mais afetada se estende entre os municípios de Búzios e São Francisco de Itabapoana. Dos 2.460,85 quilômetros quadrados (km²) degradados, 1.916 km² são considerados de alta prioridade para recuperação ambiental.

Impactos da Degradação

O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro avaliou aproximadamente 22 mil km² entre 1984 e 2024, utilizando imagens de satélite e sensoriamento remoto. As análises incluíram municípios como Cachoeiras de Macacu, Maricá, Angra dos Reis e Paraty.

De acordo com Mohammad Al Abed, professor da UFF e autor da pesquisa, a degradação em encostas íngremes aumenta os riscos de deslizamentos e agrava o escoamento superficial da água da chuva. Na região entre Maricá e Búzios, a degradação está ligada à expansão agrícola e ao crescimento urbano.

Na Costa Verde, os pesquisadores observaram erosão em áreas urbanas, impulsionadas pelo turismo e pela abertura de estradas. O estudo aponta que a urbanização na região cresceu 254% nos últimos 40 anos, colocando em risco comunidades, especialmente em Angra dos Reis.

Em Maricá, 5,88% das áreas degradadas foram atribuídas a incêndios e à substituição da vegetação nativa por pastagens. O estudo destaca que os incêndios foram responsáveis por 26% da perda de cobertura arbórea no município entre 2001 e 2023.

Além dos riscos à população, a degradação do solo ameaça infraestruturas como estradas e moradias, aumentando os custos públicos com desastres naturais. O relatório também alerta que chuvas intensas tornam os solos mais suscetíveis à erosão, especialmente na ausência de vegetação.

Os manguezais e restingas, que atuam como barreiras naturais contra tempestades, também estão em risco. A pesquisa indica que a Costa Verde perdeu 16,3% das áreas de restinga e 47,8% das áreas úmidas durante o período analisado.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...