De acordo com o Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em colaboração com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Minas Gerais ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros com o maior número de mortes por causa indeterminada. O relatório, que analisa dados de 2014 a 2024, aponta que em 2024 o estado registrou 1.218 mortes ocultas.
As mortes ocultas são aquelas em que não é possível determinar a motivação ou a natureza do óbito, ou seja, não se sabe se a vítima foi vítima de acidente, suicídio ou homicídio.
O estado de São Paulo lidera o ranking com 2.824 mortes ocultas, seguido por Minas Gerais. A taxa oficial de mortes em Minas é de 12,8 por 100 mil habitantes, mas quando considerados os casos ocultos, esse número sobe para 18,5 por 100 mil habitantes.
Em 2023, Minas Gerais registrou 358 casos de mortes por causa indeterminada, o que representa um aumento de 240% nos homicídios ocultos em comparação a 2024. A Polícia Civil de Minas Gerais aponta que a dificuldade em identificar a causa das mortes pode ser atribuída à má preservação das cenas de crime e à falta de integração entre as polícias e os Institutos Médico Legais.
Na cidade de Uberlândia, os números também são alarmantes, com 14 casos de homicídios ocultos registrados pelo Atlas da Violência, tornando-a a cidade da região com o maior número de ocorrências desse tipo.











