As exportações brasileiras de soja estão em alta em 2026, com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) prevendo embarques de 15,87 milhões de toneladas para maio. Esse número representa um crescimento significativo em relação ao mesmo mês do ano anterior, refletindo a crescente demanda internacional pelo grão brasileiro.
Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja, superando as 54,26 milhões de toneladas do mesmo período em 2025. Esse aumento é um indicativo claro da robustez do setor agrícola brasileiro, que continua a se destacar no mercado global.
Soja e farelo de soja: protagonistas nas exportações
Na última semana de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja, um aumento em relação aos 3,41 milhões da semana anterior. Os principais portos envolvidos nesse processo são Santos, Barcarena, São Luís/Itaqui, Paranaguá e Rio Grande, com Santos liderando as operações.
A China permanece como o principal destino das exportações brasileiras de soja, respondendo por 70% das importações entre janeiro e abril de 2026. Outros países, como Espanha e Turquia, também estão entre os compradores, mas em menor escala.
Além da soja, o farelo de soja também apresenta um desempenho positivo, com exportações de 10,41 milhões de toneladas até maio. Para este mês, a expectativa é de embarques próximos a 2,63 milhões de toneladas, destacando a competitividade do Brasil no processamento desse produto.
Os principais destinos do farelo brasileiro incluem Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda e Polônia, com a Indonésia liderando as compras, absorvendo 20% do total exportado. Essa diversificação de mercados é crucial para a estabilidade e crescimento do setor.
Embora as exportações de milho estejam começando a ganhar força, elas ainda estão aquém do potencial esperado. A ANEC projeta embarques de aproximadamente 367 mil toneladas em maio, refletindo a retenção do produto no mercado interno e o calendário da segunda safra.
O complexo agroexportador brasileiro, que inclui soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas em 2026 até maio. Esse desempenho reforça o papel do agronegócio brasileiro no comércio global, especialmente diante da demanda crescente da Ásia e da eficiência logística dos portos nacionais.











