Uma coalizão de parlamentares está pressionando o Senado para a votação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) ainda neste semestre. O objetivo é fortalecer a infraestrutura digital do Brasil, oferecendo incentivos fiscais para a expansão do setor.
Na última terça-feira (27), o tema foi debatido em um evento em Brasília, onde senadores e deputados demonstraram apoio à proposta. O Redata, criado pela Medida Provisória nº 1.318/25, prevê a desoneração de impostos como IPI, PIS e Cofins, antecipando benefícios para 2026.
Incentivos e Desenvolvimento Regional
O projeto já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado. Ele visa atrair empresas para instalar ou expandir operações de data centers no Brasil, especialmente em regiões com infraestrutura digital deficiente.
O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, defendeu a proposta, ressaltando que ela inclui contrapartidas importantes, como o processamento local de dados e o uso de energia limpa. Essas medidas visam garantir que o Brasil não apenas armazene dados, mas também os processe de forma sustentável.
Hermano também abordou críticas sobre a capacidade do Brasil em armazenar dados internacionais, afirmando que o país precisa aumentar em 2,5 vezes a quantidade de data centers para atender à demanda interna. Ele destacou que a expansão da infraestrutura é uma questão de soberania nacional.
Além disso, o secretário comentou sobre as preocupações ambientais relacionadas ao consumo de água pelos data centers. Ele explicou que as novas tecnologias utilizadas não consomem água de forma significativa, utilizando um sistema de refrigeração eficiente, semelhante ao radiador de um carro.
O Ministério das Comunicações está elaborando uma Política Nacional de Data Centers que incluirá novas medidas por meio de decretos e portarias. Essas iniciativas visam consolidar o Brasil como um hub de tecnologia e inovação, beneficiando tanto o mercado quanto a sociedade.











