Brasil e Suriname iniciarão negociações no segundo semestre de 2026 para expandir o acordo de comércio entre os dois países. O objetivo é estimular novas oportunidades de negócios e aumentar o volume de trocas comerciais, que atualmente é considerado baixo.
A decisão foi anunciada após um encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente surinamesa, Jennifer Geerlings-Simons, em Brasília, na quinta-feira (28). Simons, que assumiu o cargo em 2025, é a primeira mulher a liderar o Suriname.
Comércio Bilateral e Oportunidades
O comércio entre Brasil e Suriname, que em 2025 totalizou apenas 55 milhões de dólares, é dominado por exportações brasileiras de maquinários, produtos químicos e commodities. Lula destacou que o atual acordo comercial é restrito e que as negociações visam diversificar os produtos envolvidos.
A programação da visita da delegação surinamesa inclui uma reunião empresarial com representantes do setor produtivo brasileiro, abrangendo áreas como energia, logística e agropecuária. Essa interação é vista como uma oportunidade para fortalecer os laços econômicos entre os dois países.
Recursos Naturais e Sustentabilidade
O Suriname possui grandes reservas de petróleo offshore na Bacia da Guiana, o que pode impulsionar sua economia. Durante o encontro, Lula mencionou acordos anteriores entre a Petrobras e a Staatsolie, a estatal surinamesa, focando em intercâmbios sobre petróleo e energias renováveis.
Além disso, ambos os países têm potencial em minerais críticos, essenciais para a indústria de tecnologia. Lula enfatizou a importância de cooperar em mineração sustentável e industrialização local, visando agregar valor às matérias-primas.
Segurança Alimentar e Programas Sociais
A segurança alimentar também foi um tema central nas discussões. Lula afirmou que o Brasil pode ajudar o Suriname a garantir o fornecimento de alimentos, incluindo carne e outros produtos agrícolas. A cooperação técnica entre os países foi formalizada por meio de acordos assinados durante o encontro.
Simons visitará uma unidade da Embrapa para discutir práticas de agricultura familiar e segurança alimentar. Ela também conhecerá programas sociais brasileiros, como o Minha Casa, Minha Vida, que podem servir de modelo para o Suriname.
Ao todo, foram assinados 13 acordos de cooperação em áreas como segurança cibernética e saúde pública. As negociações visam não apenas fortalecer o comércio, mas também ampliar as conexões marítimas e aéreas entre Brasil e Suriname, promovendo uma integração regional mais robusta.











